A solidariedade é uma das características mais marcantes do Natal. Ceias solidárias para pessoas em situação de vulnerabilidade e distribuição de brinquedos para crianças de baixa renda são exemplos de ações comuns nessa época do ano. Mas segundo o filósofo Fabiano de Abreu, essas são medidas que precisam se perpetuar durante todo ano, não só em dezembro.
Estatisticamente, existem dois tipos de pessoas solidárias, segundo a leitura do filósofo: as que ajudam para se beneficiar perante a sociedade, se valendo de descontos nos impostos, por exemplo, e as que fazem porque desejam contribuir para uma sociedade melhor e mais humana.
"Esse último grupo é o mais inteligente. De que adianta ter uma casa bonita, com um quintal arrumado e limpo, se a casa do vizinho está desmoronando ou a rua está toda esburacada? De nada vale fazer por si mesmo o ano inteiro e não fazer para o outro. Não resolve tapar os olhos e fingir que não vê. A simetria do que se vê revela quem você é".
Agir com solidariedade e promover a confraternização durante o ano todo é um princípio básico de quem tem inteligência, porque funciona como um fator natural de bem-estar. "Se ajudo, vou estar no meio daquilo que posso transformar em algo melhor, seja para mim ou para o outro. Esse conceito que está tão presente no Natal é o valor que há em viver bem em sociedade, em conjunto, em harmonia, dando e recebendo", aponta Fabiano de Abreu.