11 de julho de 2026
Nacional

Caso Queiroz: Ministério Público retoma investigação

Estadão Conteúdo
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Rio de Janeiro - Paralisada, a investigação contra o  PM Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar na Assembleia Legislativa fluminense, por ter em contas correntes movimentações financeiras de R$ 1,2 milhão, atípicas e incompatíveis com seus ganhos, volta a ser investigada. O Ministério Público do Rio retomará as investigações e seu foco: o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ). 

O salvo-conduto para a retomada da apuração foi dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A corte considerou legal o compartilhamento de informações fiscais e bancárias com o MP. O parlamentar alegava ilegalidade e perseguição política na ação.

Flávio virou alvo de suspeita após Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontar que Queiroz recebia depósitos regulares de colegas de gabinete. Essas movimentações ocorriam sempre perto do pagamento de salários.  Flávio sempre negou envolvimento e disse que a intenção da investigação é atingir seu pai.

Queiroz faltou a quatro convites para depor no Procedimento Investigatório Criminal (PIC) sigiloso do MP-RJ. Alegou problemas de saúde - trata-se de um câncer, do qual se operou no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

O presidente do STF, Dias Toffoli, acatou a argumentação de quebra de sigilo bancário e, em 15 de julho, suspendeu liminarmente as investigações baseadas no compartilhamento, até que o plenário da Corte se pronunciasse. Foram 136 dias de paralisia, sem que os promotores do Rio pudessem agir. Agora, a investigação será retomada, com a legitimidade dada pelo Judiciário.

O Coaf, porém, mudou de nome: agora é Unidade de Inteligência Financeira e foi transferido para o Banco Central (BC).