09 de julho de 2026
Articulistas

Estamos mais ansiosos

Renata Bento
| Tempo de leitura: 2 min

Podemos pensar que tanto a ansiedade como a depressão são considerados o mal da atualidade. Brasil é o país com a maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade no mundo e o quinto em casos de depressão. Estamos vivendo num período de muitas mudanças e transformações que todo tempo exigem um poder de adequação e organização mental interna imensas. A ansiedade pode se apresentar através de vários sintomas físicos como taquicardia, sudorese, dor no peito, respiração ofegante, palpitação, etc. E sintomas emocionais: nervosismo, dificuldade de concentração, medo constante, isolamento social, entre outros. Em algumas situações pode prejudicar o indivíduo levando-o a se afastar do trabalho; principalmente se a capacidade de pensar estiver muito comprometida a ponto de a pessoa perder sua possibilidade de ir e vir, ou seja, ter sua mente atacada de tal forma que a paralise não só emocionalmente como fisicamente.

Nosso inconsciente é responsável por armazenar toda nossa vida, aquelas situações que não lembramos e as que foram traumáticas. E é natural que questões que nem nos recordamos, mas que não foram elaboradas retornem e se revelem em forma de sintomas de ansiedade ainda que acionados por fatores externos (crise no país, política, guerras, separação conjugal etc).

As situações externas acionam nosso inconsciente e mecanismos de defesas internos que precisam dar conta todo tempo de situações adversas internas e externas. É preciso estrutura mental estável e coesa para lidar com uma série de situações diárias que vivemos e que nosso país vem enfrentando nos últimos anos; isso abala a confiança e a segurança no ambiente em que se vive fazendo (re)-visitar diariamente a capacidade criativa de se transformar frente às adversidades. A ansiedade é algo natural em qualquer etapa da vida e todos nós experimentamos em algum momento. Podemos dizer que é uma espécie de alarme que soa internamente como resposta do nosso inconsciente diante de conflitos internos ligados ao dia a dia e a relação com o ambiente.

O autoconhecimento é uma ferramenta indispensável para se ampliar a capacidade de pensar, investigar e compreender o que está ocorrendo no mundo interno e descobrir o que está causando estes sintomas emocionais e físicos