08 de julho de 2026
Polícia

Operação no CPP-2 acha até máquinas de tatuagem e diretor da unidade cai


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Após uma revista geral no Centro de Progressão Penitenciária 2 (CPP-2) de Bauru, que apreendeu centenas de celulares, drogas e até máquinas profissionais de tatuagem, o então diretor geral da unidade, Wilson Elorza Jr., foi retirado do cargo. Além disso, 135 presos foram removidos e voltaram ao regime fechado. A operação pente-fino foi realizada nesta segunda-feira (9).

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), por meio da assessoria de comunicação, informa que o novo diretor geral do presídio é Fernando Henrique de Melo Santana. Ele, que assumiu a unidade na própria segunda, era diretor de Trabalho e Educação do CPP-3 e diretor geral substituto também.

Após saber da informação na noite de ontem, o JC não conseguiu contatar o ex-diretor Wilson Elorza Jr. até o fechamento desta edição.

LISTA EXTENSA

Sobre os reeducandos punidos, a pasta aponta que o semiaberto foi suspenso cautelarmente pelo Juiz do Departamento Estadual de Execuções Criminais (Deecrim) por conta da apreensão de diversos itens no CPP-2.

A lista de objetos encontrados é grande. Entre eles, estavam 289 celulares; 96 baterias de aparelho celular; 78 chips de linha de telefonia de diversas operadoras; 199 fones de ouvido; 364 carregadores de celular; 75 capas de telefones; oito cabos com conexão USB; oito adaptadores para cartão de memória; 21 pendrives; um cartão de memória; uma bateria recarregável; e até mesmo duas máquinas profissionais de tatuagem com todos acessórios e tinta.

Também foram recolhidos 640 invólucros de maconha; 179 invólucros de cocaína; sete tijolos de maconha; um dichavador de fumo; cinco balanças de precisão; 21 comprimidos de estimulantes sexuais; 39 comprimidos de coloração branca; sete notas de dinheiro; uma moeda; três pedaços de serra para metal; duas facas artesanais; três correntes de bijuteria; e duas pilhas AAA.

DE ROTINA?

Por conta das apreensões, foram instaurados procedimentos apuratórios preliminares e disciplinares para averiguação dos fatos, além de registro de boletim de ocorrência. Apesar da quantidade e diversidade do material encontrado, a SAP destacou que a revista no CPP-2 foi de rotina, sendo que a unidade funcionou normalmente dentro dos padrões de segurança e disciplina.

No entanto, várias mulheres, parentes de reeducandos, fizeram contato com o JC nesta segunda-feira (9) na tentativa de obter informações sobre a ação no CPP-2, que teria se prolongado por período superior às revistas consideradas por elas como comuns. Nos contatos, ainda afirmavam que a operação não era realizada por agentes da pasta, informação rebatida pela SAP.