São Paulo - A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo corrigiu nesta terça-feira (10) para 31 o número de policiais militares afastados das ruas por participarem da ação durante baile funk na comunidade de Paraisópolis, zona sul da capital, no último dia 1º, que terminou com nove mortos. Na noite de segunda-feira, o governo estadual havia divulgado balanço de 38 PMs afastados. Esses agentes deverão passar a atuar exclusivamente em atividades administrativas até a conclusão das investigações.
No dia seguinte, a gestão João Doria (PSDB) afastou seis policiais da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam). Esses são os agentes que, segundo a versão oficial, perseguiram uma dupla suspeita até dentro da comunidade no dia em que os nove jovens morreram pisoteados. Conforme o depoimento desses PMs, a dupla havia atirado contra eles, que estavam parados na Avenida Hebe Camargo, perto de Paraisópolis, e foi seguida até o local onde ocorria a festa.
Quando entraram na comunidade, os suspeitos se esconderam na multidão e houve tumulto. Os PMs, diz a corporação, teriam sido atingidos com pedradas e garrafadas. Neste momento, os seis policiais pediram ajuda da Força Tática para deixar o local. Moradores, no entanto, contestam essa versão e afirmam que houve truculência dos agentes de segurança.
Agora, o governador decidiu retirar das ruas os PMs que deram reforço ao grupo da Rocam - 25, no total - após reunião com parentes de vítimas. As famílias relataram receio de que os agentes prejudicassem as investigações e até mesmo se envolvessem em casos similares.