Um estrondo ouvido por servidores no prédio da Secretaria Municipal da Saúde causou susto, na tarde desta quinta-feira (12), em Bauru. Cerca de 120 pessoas do setor administrativo deixaram o local após o ocorrido e acabaram dispensadas do serviço ontem, já que a edificação passou por vistoria da Defesa Civil do município. Coordenador do órgão, o coronel Rogério Gago ressalta que a estrutura foi avaliada por um engenheiro civil especialista na área e garante que não há qualquer risco.
A edificação de três andares fica na quadra 7 da rua Gerson França, na região Central de Bauru, e abriga a secretaria há aproximadamente 4 anos.
O estrondo foi ouvido por volta das 14h30 e a Defesa Civil acionada cerca de 10 minutos depois. Segundo Gago, a vistoria foi realizada junto a um engenheiro civil, que é especialista em análise de estruturas. Foram avaliados todos os andares do prédio, do térreo até a caixa d´água no último andar.
"Uma abertura foi feita no forro (no térreo) e foi realizada a análise das vigas de sustentação, mas elas estão novas e em bom estado. Não foi encontrado qualquer sinal de que a estrutura esteja em risco de colapso", cita o coronel Gago. "Não há o que temer, até porque uma estrutura dá vários avisos visíveis antes de começar a entrar em ruptura", acrescenta.
Diretor de Departamento de Administração da Secretaria de Saúde, o coronel Flávio Kitazume reforça que não há riscos. "Nada foi detectado. Estamos seguros", diz ele, que também é funcionário no prédio em questão.
A reportagem recebeu a informação sobre um possível rompimento de vidro de uma das janelas do imóvel na ocasião, mas a informação foi rebatida por Kitazume. "Já estava assim. Não tem nada a ver com o fato de hoje (ontem)", fecha a questão.
HIPÓTESE
Os servidores foram dispensados por garantia de segurança e para facilitar o acesso dos técnicos em todas as áreas do edifício.
A hipótese da Defesa Civil no laudo apresentado é de que o barulho seja resultado da movimentação da junta de dilatação que existe entre o prédio da secretaria e outro imóvel comercial. "O concreto ali estava meio lascado, mas não é nada que fuja ao normal ou que gere problemas", detalha Rogério Gago, complementando ainda que, antes de ser ocupado pela Secretaria de Saúde, o prédio já havia passado por vistorias de segurança