O Corinthians realizou um ato de desagravo contra o racismo praticado na sociedade no ano de 2019, na última sexta-feira (13). Os departamentos Cultural e de Responsabilidade Social do clube organizaram o evento, realizado no Teatro Corinthians durante a noite.
A mesa teve como representantes da cúpula alvinegra Edna Murad, vice-presidente do clube; André Negão, diretor administrativo; e Carlos Roberto Elias, diretor Cultural e de Responsabilidade Social. Além deles, foram convidados Celso Luiz Prudente, professor associado da UFMT; Robson Ferreira, professor da Faculdade Zumbi dos Palmares; e Juarez Tadeu de Paula Xavier, professor e coordenador da Unesp Bauru.
Todos os presentes à mesa falaram sobre os atos de racismo ocorridos neste ano, principalmente os mais recentes, envolvendo a atriz Cacau Protásio - que sofreu ofensas racistas após realizar gravação em um quartel dos bombeiros no Rio de Janeiro - , o sambista e escritor Martinho da Vila, chamado de "vagabundo" pelo então presidente da Fundação Palmares, e o próprio Juarez, esfaqueado e ofendido racialmente em Bauru, onde dá aula na Unesp, no último dia 20 de novembro, dia da Consciência Negra.
Os três - Cacau, Martinho e Juarez - foram desagravados no ato da última sexta-feira. O professor, único presente no evento, foi premiado e discursou reforçando a necessidade da luta diária contra o racismo, além de comentar os outros dois casos. No domingo (8), ainda, ele foi à Arena Corinthians e recebeu uma camisa das mãos de Junior Urso.