11 de julho de 2026
Política

Investigação reabre debate sobre o futuro até a extinção da Cohab

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

A deflagração da Operação 'João de Barro' deve abrir novamente a discussão sobre o futuro da Cohab. Sem construir há 24 anos - o último conjunto entregue foi o Núcleo José Regino, em 1995, a companhia habitacional acumula dívidas e tem prejuízo aumentando a cada ano. Na semana passada, a Câmara Municipal aprovou projeto de lei que autoriza a Cohab a parcelar por 20 anos a dívida de R$ 430 milhões com o FGTS, através da Caixa. A negociação, contudo, era conduzida pelo presidente Edison Bastos Gasparini Jr., que pediu afastamento nesta terça-feira (17).

O valor considera o abatimento do FCVS e da taxa de impontualidade - a dívida originalmente passa de R$ 1,3 bilhão. Sem a presença de Gasparini, a assinatura do acordo é incerta, pois é necessário que alguém assine o documento pela Cohab. A proposta era que a primeira parcela fosse paga em fevereiro de 2020. O custo de cada parcela, caso o acordo seja assinado, será de R$ 1,8 milhão para a prefeitura e R$ 500 mil para a Cohab.

A própria existência da Cohab nos moldes atuais é questionada. Na Câmara, o vereador Coronel Meira (PSB) é crítico ao modelo de administração da companhia, que reduziu o número de funcionários nos últimos anos, tendo cerca de 65 atualmente. Para ele, seria viável manter a Cohab com 20 funcionários e iniciar um processo de redução até o fim de todos os sete mil contratos de mutuários ainda em vigor. A maioria terminará até 2025, quando a companhia praticamente não terá mais receita.

APONTAMENTOS

Em entrevista coletiva à imprensa, o Gaeco destacou ontem que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) já fez uma série de apontamentos sobre a situação financeira da Cohab, que acumula prejuízos anuais. Como principal acionista, com 72% da companhia, a prefeitura pode ter comprometimento financeiro direto.