09 de julho de 2026
Geral

Parte de prédio cai e Defesa Civil recomenda demolição

Tisa Moraes Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

Parte da estrutura de um prédio antigo na quadra 2 da avenida Rodrigues Alves, no Centro de Bauru, caiu na madrugada desta terça (17). Chovia no momento do desabamento e não havia ninguém no local.

Inaugurado em 1912, o Edifício Estoril já estava interditado pela Defesa Civil desde outubro e foi isolado com tapumes na tarde desta terça pelo proprietário. Nova vistoria foi realizada no local e um engenheiro do órgão decidiu recomendar a demolição do prédio.

O laudo deverá ser encaminhado nesta quarta-feira à Associação Beneficente Portuguesa de Bauru, dona do edifício. Antes de qualquer ação, contudo, ainda caberá manifestação do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Bauru (Codepac), uma vez que a fachada, portas, esquadrias e janelas do prédio são tombadas por seu valor histórico.

Coordenador da Defesa Civil, o coronel Rogério Gago revela que o prédio foi interditado em 24 de outubro por conta do risco iminente de colapso da estrutura. Agora, com o desabamento parcial, a recomendação é para que o edifício seja completamente demolido.

"Nossa preocupação é com a integridade física e com a vida de pessoas, não com o valor histórico ou material de uma edificação. Mas caberá ao Codepac apontar se a decisão será pela recuperação ou não do prédio", adianta.

Ainda na manhã de terça-feira, o Corpo de Bombeiros realizou varredura dentro do edifício para verificar se havia pessoas retidas em meio aos escombros. Felizmente, nenhuma vítima foi encontrada no local.

BOLETIM DE OCORRÊNCIA

A Defesa Civil informou que registraria um boletim de ocorrência para que a Polícia Civil tomasse conhecimento sobre o ocorrido. Procurado, o presidente do Codepac, Edmilson Queiroz Dias, adiantou que se reuniria nesta quarta com membros do conselho para avaliar que medidas deverão ser adotadas.

Já o presidente da Associação Beneficente Portuguesa de Bauru, Mauro Joaquim Monteiro, disse que aguardaria o laudo da Defesa Civil e manifestação do Codepac para "iniciar os trâmites necessários". "Por enquanto, não temos como adiantar nada do que será feito".

Em junho deste ano, o JC publicou matéria sobre a intenção da Cooperativa Livre de Arte (Clã) de revitalizar o prédio e transformá-lo em sede do grupo. Na época, o custo da reforma foi estimado em R$ 200 mil, mas o recurso, que viria de parcerias, ainda não havia sido garantido.

Membro do Clã, Cátia Machado diz ainda ter esperanças de que o edifício seja preservado. "O que os especialistas voluntários já tinham nos dito é que a estrutura não está totalmente comprometida. Não queremos perder este patrimônio histórico e vamos buscar uma solução", adianta.