Para tentar diminuir a sensação de calor do verão, muitas pessoas optam por consumir líquidos gelados e se expor ao ar-condicionado. No entanto, essa prática pode trazer prejuízos para a saúde, principalmente quando o corpo sofre troca rápida de temperatura. São os conhecidos choques térmicos. E, em níveis extremos, pode haver até a disautonomia do corpo.
De acordo com o médico Francisco Simi, isso ocorre quando há um transtorno provocado por alterações do sistema nervoso autônomo. Uma espécie de desequilíbrio, em especial no hipotálamo, que regula o metabolismo do corpo. "Quando uma pessoa transita de forma repentina do frio para o calor, por exemplo, pode cair a pressão por causa da vasodilatação. A pessoa pode ter uma sensação de desmaio repentina. É muito sério".
O cirurgião vascular explica ainda que, por causa do mecanismo de circulação de vasos sanguíneos periféricos e centrais, a pressão do sangue tende a cair quando uma pessoa sai de uma área fria e adentra em uma zona quente. No movimento contrário, o risco é a pressão alta. "A hipertensão pode acarretar, inclusive, em acidentes vasculares cerebrais", ressalta.
SINAIS E CUIDADOS
Simi orienta que, durante um choque térmico, é comum a sensação de náuseas, tonturas, suor fria, taquicardia e escurecimento visual, resultando em desmaios. Desse modo, o principal cuidado é evitar mudanças drásticas de temperaturas e, acima de tudo, consumir boa quantidade de líquidos para repor substâncias perdidas durante a sudorese.
Água de coco e suco de laranja são ricos em sódio, elemento importante para o organismo. "No entanto, é importante que os hipertensos façam esse consumo de forma moderada", alerta Simi.