Brasília - O presidente Jair Bolsonaro anunciou que o limite a partir do qual o contribuinte deve declarar no Imposto de Renda Pessoa Física (IR) será elevado. A decisão, segundo ele, está na reta final. O teto passaria dos atuais R$ 2.349,98 para R$ 3 mil. Com isso, quem ganha até esse valor por mês, em média, estaria dispensado de declarar ao Fisco.
"Para mim, o ideal seria R$ 5 mil, mas aí o impacto é muito grande. Mas se tá em R$ 2 mil e passa para R$ 3 mil, já começa a sinalizar, realmente, uma desburocratização", disse o presidente durante uma entrevista no Palácio do Alvorada, residência oficial, que durou cerca de duas horas.
A expectativa do presidente é que a mudança já esteja valendo para a próxima declaração do IR, em 2020.
FORÇA DE GUEDES
O presidente ainda disse que na área econômica, o ministro Paulo Guedes (Economia) é quem manda nele, e não o contrário. "Eu que tenho que me alinhar a ele, não ele a mim. Ele que é meu patrão nesta questão, não eu o patrão dele".
O presidente da República afirmou que o "carro-chefe" de seu governo em 2020 continuará sendo a economia, com foco em facilitar o empreendedorismo.
FILHO
O presidente Jair Bolsonaro afirmou haver abuso por parte do Ministério Público do Rio de Janeiro nas investigações sobre a suspeita de um esquema de "rachadinha" tendo como base o gabinete do seu filho Flávio no Rio de Janeiro quando ele era deputado estadual.
"Se eu não tiver a cabeça no lugar, eu alopro. Que levem o caso dele de acordo com a alegação que está ali", disse Bolsonaro sobre a apuração que tem como pivô o ex-assessor de Flávio Fabrício Queiroz. Para o Ministério Público do Rio, o hoje senador lavou até R$ 2,3 milhões com transações imobiliárias e uma loja de chocolates.
JORNALISTA
Bolsonaro, que havia atacado jornalistas na véspera, convidou a imprensa para degustar mangas no Palácio da Alvorada, mas serviu apenas água e café. Ele considerou um erro o ataque a um repórter, mas não pediu desculpas por ofender a mãe do jornalista.