Quando chegou ao mercado, o Renault Kwid passou por alguns percalços, com recalls e falta de peças. Isso foi há dois anos. Hoje, o subcompacto é o modelo mais vendido da marca francesa e no acumulado do ano ostenta o 4º lugar no ranking dos mais vendidos, com uma média de quase 7 mil unidades mensais. A versão Outsider é um reflexo direto dessa trajetória, ao mesmo tempo que ajudou a consolidar a performance de mercado do Kwid. A versão é a de topo do carro.
O carrinho tem ar, travas e espelhos elétricos, quatro airbags, central multimídia, vidros elétricos nas portas dianteiras, rodas de liga leve, câmera de ré, computador de bordo, direção elétrica e limpador do vidro traseiro. Este é exatamente o mesmo conteúdo da versão Intense, que era a topo de linha até a chegada da Outsider, em maio. Os diferenciais da versão aventureira se resumem a protetores laterais, interior com detalhes laranja, rodas pintadas de preto, skis sob os para-choques, proteção lateral e barras no teto. Ou seja: apenas itens visuais - que não devem ser desprezados, já que o design é uma das três principais razões para a compra de um carro. O Kwid Outsider sai a R$ 45.390, R$ 2.500 a mais que a versão Intense.
O visual aventureiro não recebe qualquer respaldo em outros itens do modelo. Suspensão, rodas e pneus têm exatamente as mesmas dimensões das demais versões. De qualquer forma, o carrinho, que foi vendido como "o SUV dos compactos" - embora seja um subcompacto - tem uma boa altura livre para o solo, de 18 cm. O carrinho já estava preparado para enfrentar os desmandos viários dos prefeitos no Brasil.
A parte mecânica é a mesma para toda a linha. Sob o capô, o Kwid traz o mesmo motor 1.0 SCe de três cilindros e 12 válvulas, que move o Sandero de entrada. Ele é capaz de gerar 66/70 cv e 9,4/9,8 kgfm de torque com gasolina/etanol. Não é muito, mas o carrinho pesa apenas 806 kg, o que resulta em uma relação peso/potência de 11,5 kg/cv. Bom para um carro eminentemente urbano, que promete ser bastante econômico.