10 de julho de 2026
Política

Obra no Milagrão está atrasada

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

A obra de estrutura de apoio na pista de atletismo do estádio Milagrão (Antônio Milagre Filho), no Jardim Prudência - região do Nova Esperança - está parada desde o começo deste mês. A Prefeitura de Bauru e a empresa contratada divergiram neste ano por conta do tipo de estaca que deveria ser usada na fundação. O pedido de aditivo de verba feito pela construtora foi negado pelo município. A Secretaria de Obras e a Semel vão aguardar pela retomada dos trabalhos a partir do dia 6 de janeiro. Caso isso não ocorra, a administração pública já fala em tomar outras medidas para evitar atraso ainda maior.

Entregue em novembro de 2012 para os Jogos Abertos do Interior, a pista de atletismo custou mais de R$ 5 milhões, na época. O espaço foi construído sem vestiários, banheiros, arquibancadas, bilheteria e depósito. Essa estrutura de apoio, finalmente, começou a ser construída após licitação feita no ano passado, bancada com recursos do governo federal e contrapartida da prefeitura.

O problema é que as divergências com a empresa Plaw Construções e Locações de Equipamentos Ltda. dificultaram o andamento dentro do prazo previsto, reitera o secretário de Obras, Sidnei Rodrigues. "A empresa pediu uma alteração no tipo de construção da estaca, diferente do que estava no projeto, algo que a prefeitura não concordou, pois o solo aqui pede o modelo que está no edital. A previsão de entrega era para março de 2020, mas ficará possivelmente mais para o final do ano", frisa.

VALORES

O convênio entre a prefeitura e o antigo Ministério do Esporte - que se tornou Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania - foi de R$ 2,3 milhões, sendo R$ 2 milhões de verba da União e o restante em contrapartida do município. O contrato, contudo, tem valor menor, em função da disputa no processo licitatório.

A empresa Plaw venceu por R$ 1.991.462,92. Neste caso, o repasse federal vai ficar em R$ 1.805.000,00, e a contrapartida da prefeitura é de R$ 186.462,92. A obra está com 23,4% de conclusão e o contrato vai até junho de 2020. Ou seja, pode haver necessidade de aditivo de prazo em função do atraso.

Em nota, o Ministério da Cidadania afirma que já liberou R$ 468,6 mil, sendo a última liberação no valor de R$ 253 mil, realizada no dia 20 deste mês. "Vale destacar que a liberação de recursos está condicionada à evolução física do projeto, aferida pela Caixa Econômica Federal, instituição responsável pela análise técnica de engenharia de projetos, pela celebração de contratos e pelo acompanhamento das operações de repasse, como mandatária da União. A obra apresenta 23,4% de execução e o contrato tem vigência até junho de 2020", frisa a nota do Ministério da Cidadania.