10 de julho de 2026
Geral

Música aumenta conexões cerebrais em prematuros

Evelin Azevedo
| Tempo de leitura: 1 min

Um estudo realizado com bebês prematuros internados na UTI neonatal do Hospital Universitário de Genebra, na Suíça, mostrou que a música naquele ambiente melhorou significativamente algumas ligações cerebrais que anteriormente eram pequenas. Esta é a primeira vez que pesquisadores observam impactos da música sobre o cérebro de recém-nascidos prematuros. Em crianças e adultos, a música já é usada como forma de terapia complementar.

"A musicoterapia é uma maneira de estimular a reação cognitiva do paciente. Vários benefícios podem ser alcançados por meio delas. A família normalmente fica bem feliz ao ver os resultados alcançados. Essa terapia auxilia na reabilitação dos pacientes e os parentes observam a mudança", diz Eduardo Prezzi, neurologista e coordenador médico do Hospital Placi.

Uma das vantagens de integrar a musicoterapia ao tratamento hospitalar é levar mais conforto ao paciente, que se sente acolhido e estimulado a continuar no processo de reabilitação.

"Temos a função de acolher e entender a particularidade de cada paciente e cada família. Trabalhamos sempre em cima do conceito de singularidade", explica Marcia Bulcão, musicoterapeuta do Hospital Placi.

De acordo com a especialista, para iniciar o tratamento complementar é preciso conhecer a fundo os gostos musicais do paciente, assim como sua relação com a música ao lingo da vida.

"Sempre reforço com os meus pacientes que a musicoterapia não é uma aula de música. Muitos deles dão a desculpa de que não sabem cantar ou que cantam desafinados. Nosso objetivo não é fazer uma apresentação, mas chegar ao objetivo de tratamento estabelecido no início da terapia. É muito gratificante, ao final de uma sessão, questionar um paciente como ele se sente, ouvi-lo dizer que está feliz", afirma Marcia.