Com arrecadação adicional por conta do Refis e da devolução de verba da Câmara, a Prefeitura de Bauru terá dinheiro no começo de 2020 para algumas despesas consideradas prioritárias. O pagamento de dívidas e alguns investimentos estão previstos. Com o Refis, o município obteve R$ 9 milhões. Já a devolução da Casa de Leis supera os R$ 4 milhões.
O secretário de Finanças, Everson Demarchi, lembra que o dinheiro arrecadado com o Refis deve ser usado no pagamento de algumas pendências. A arrecadação ficou bem acima do esperado - a previsão era de R$ 4,4 milhões, mas entraram R$ 9 milhões. Por lei, 25% vão para a Educação - cerca de R$ 2,2 milhões, e 15% para a Saúde - pouco mais de R$ 1,3 milhão.
O dinheiro que restou para uso da prefeitura, R$ 5,5 milhões, será aplicado em custeio e pagamento de despesas. "Pelo menos R$ 3 milhões estão cobrindo falta de arrecadação que tivemos durante o ano: já é um dinheiro comprometido. E temos quase R$ 2 milhões para pagar em ações que entraram por causa da antiga Tufe. Vai ficar só um pouco mesmo para investimento desse valor", afirma o secretário.
ACESSOS
Já a verba devolvida pela Câmara, pouco mais de R$ 4 milhões, terá destinação na área de drenagem e recuperação das passagens pelo córrego Água da Grama, na avenida Daniel Pacífico e na rua São Sebastião. A definição é do prefeito Clodoaldo Gazzetta. Pelo menos metade do valor que sobrou do Legislativo custeará essas obras.
O prefeito vai pedir à concessionária ViaRondon a doação de projetos de pontes, visando acelerar o processo de licitação para contratar empresa especializada. "A construção das duas pontes vai custar mais de R$ 2 milhões. Pretendemos usar a verba devolvida pela Câmara e estamos pedindo esses projetos para abrir a licitação rapidamente, talvez fazendo a obra entre fevereiro e março", frisa Gazzetta. "Depois, ainda vamos melhorar o asfalto nessas duas vias", complementa.
Ele aguarda ainda a liberação de R$ 9,6 milhões pelo Estado para a drenagem do Água da Grama, com a construção de duas barragens. "Essa verba estadual vai ajudar para evitar alagamentos, mas antes já precisamos construir essas pontes, resolvendo de vez o problema que sempre é enfrentado em período de chuvas nesses pontos", lembra.
Ainda de acordo com o prefeito, estudos climáticos apontam que o índice de chuvas fortes estão aumentando em várias partes do mundo. "Em comparação com a década de 1960, a incidência é bem maior. Naquela época, ocorria uma chuva entre 80 milímetros e 100 milímetros por ano. Hoje são pelo menos nove chuvas com esse volume. Então, os municípios terão que se preparar, Bauru sofre com os mesmos problemas de outras regiões", finaliza.