09 de julho de 2026
Turismo

Lago de Furnas:'mar de Minas'


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O baixo fluxo de chuvas dos últimos meses fez com que o reservatório de Furnas iniciasse o mês de dezembro com apenas 12,7% de sua capacidade, conforme dados do Operador Nacional do Sistema. Em 2018, estava em 20,66% no mesmo período.

Se para os turistas que vão a Capitólio isso não é motivo de preocupação, a baixa no nível do reservatório gera receio nos empresários do setor e no comitê da bacia hidrográfica da região.

Quanto mais distante a cidade é da barragem de Furnas - e há casos de municípios que ficam a mais de 100 quilômetros de distância -, mais afetada ela é pelo baixo nível do lago. "A água está 14 m abaixo do nível máximo enquanto o ideal seria estar de 6 m a 8 m nessa época do ano", afirmou Fausto Costa, secretário-executivo da associação dos municípios e vice-presidente do comitê da bacia hidrográfica de Furnas.

Mesmo que fique 6 m abaixo do nível máximo, nesse patamar já é possível retomar o turismo e outras atividades econômicas que dependem da água em todos os municípios.

No cenário atual, a água não chega como deveria a regiões do lago em municípios como Alfenas, Varginha, Fama, Três Pontas e Areado, prejudicando hotéis, marinas e restaurantes que vivem da represa. "É preciso que chova de forma uniforme na região Sudeste toda para aliviar o sistema de hidrelétricas e permitir que o nível de Furnas suba. Estamos à espera das chuvas, precisamos muito", disse Costa.

Embora baixo, o nível do reservatório de Furnas já apresentou períodos piores. Mais recentemente, chegou a 10,6% do total, em fevereiro de 2015, o pior índice desde 1999, quando atingiu apenas 6,28%.

Importante destacar que o lago de Furnas é um dos maiores lagos artificiais do mundo, com mais de 1.400 quilômetros quadrados de água verde-esmeralda. Para se ter uma ideia de sua extensão, o lago passa por 34 municípios de Minas Gerais, formando vários lagos, praias artificiais, piscinas naturais e cachoeiras. Não é à toa que é popularmente conhecido como o "mar de Minas".