Como é triste e lamentável esta história da Floresta Urbana! Pela reportagem recente ('Prefeitura faz acordo no precatório da floresta urbana') e nas anteriores, o que me fez pensar e lembrar um conceito sobre eficiência retratado no livro 'Contabilidade Pública: Análise Financeira Governamental', no qual, na pág. 5, os autores Lima e Diniz descrevem que: "A eficiência está relacionada à capacidade do governo em explorar adequadamente a base de recursos disponíveis e realizar gastos com a menor relação custo/benefício. Esse objetivo afeta todas as decisões do governo relacionadas à arrecadação e ao aumento de tributos, bem como à realização e à contenção de gastos. Portanto, é necessário que haja avaliação contínua das fontes de recursos e o acompanhamento constante dos gastos públicos, buscando identificar se os recursos aplicados maximizaram os benefícios."
Conforme os autores descreveram "eficiência", verificamos lamentavelmente que neste caso houve muita ineficiência. Houve uma sequência de atos de ineficiência, incompetência e falta de zelo com a coisa pública. O que podemos fazer com estes R$ 34,5 milhões? Quase que dá para pagar a folha de pagamento da Prefeitura de um mês! Daria para comprar 200 viaturas novas do Samu!
Poderiam também ser construídos e equipados 14 novos postos de saúde (conforme custo estimado para a UBS do Nova Esperança). Daria para comprar 42 ônibus de 48 lugares e 14 de 35 lugares para Secretaria da Educação (conforme notícia vinculada no site da prefeitura no dia 5/12).
Enfim, é muito lamentável essa história toda, pois nós, munícipes de Bauru, estamos perdendo muito com a ineficiência, pois no final é sempre nós que arcamos com toda essa situação.