10 de julho de 2026
Internacional

EUA voltam a atacar o Iraque

Por Ahmed Rasheed e Ahmed Aboulenein | Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

EUA X IRÃ

Trump diz que matou general para evitar guerra e Irã promete vingança

BAGDÁ - Ataques aéreos contra as Forças de Mobilização Popular do Iraque, que abrigam milícias xiitas apoiadas pelo Irã, perto do acampamento Taji, ao norte de Bagdá, mataram seis pessoas e feriram gravemente outras três, informou uma fonte do Exército iraquiano na noite desta sexta-feira (3). As informações foram divulgadas pela agência internacional Reuters.

Dois dos três veículos que compunham um comboio das milícias foram encontrados queimados, disse a fonte, além de seis cadáveres queimados. 

MORTE DE SOLEIMANI

Horas antes o  Irã prometeu vingança depois que um ataque aéreo dos Estados Unidos em Bagdá na sexta-feira matou Qassem Soleimani, o mais importante comandante militar de Teerã e arquiteto da crescente influência iraniana no Oriente Médio. Soleimani, um general de 62 anos que chefiava a divisão do exterior da Guarda Revolucionária, era considerado a segunda figura mais poderosa do país, após o líder supremo aiatolá Ali Khamenei.

O ataque durante a noite, autorizado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, foi uma grande escalada em uma "guerra nas sombras" no Oriente Médio entre o Irã e Estados Unidos e aliados norte-americanos, principalmente Israel e Arábia Saudita.

IMPRUDÊNCIA

Uma autoridade de alto escalão do governo Trump disse que o general planejava ataques iminentes a representantes dos EUA em todo o Oriente Médio. Críticos democratas disseram que a ordem do presidente republicano foi imprudente e que ele aumentou o risco de mais violência em uma região perigosa.

"Soleimani estava planejando ataques iminentes e sinistros contra diplomatas e militares americanos, mas nós o pegamos no ato e terminamos isso", disse Trump a jornalistas no resort de Mar-a-Lago, na Flórida.

"Agimos na noite passada para parar uma guerra. Não agimos para começar uma guerra."

Trump afirmou que os EUA não buscam uma mudança de regime no Irã, mas que Teerã precisa acabar com o que chamou de agressão na região, incluindo o uso de combatentes por procuração.

Um importante general dos EUA alertou que os planos de Soleimani ainda podem ser executados, apesar de sua morte. Autoridades dos EUA disseram que Washington estava enviando cerca de 3.000 soldados a mais para o Oriente Médio, juntando-se aos cerca de 750 enviados ao Kuweit nesta semana.