11 de julho de 2026
Geral

Despencam os nomes negativados no fim do ano

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

O número de consumidores que tiveram o nome incluído no cadastro do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Bauru nos dois últimos meses do ano passado caiu 69% na comparação com o mesmo período de 2018. O resultado, aliado a outras estatísticas apresentadas pela entidade, se alinha aos balanços positivos divulgados pelo comércio sobre as vendas do último Natal.

Conforme a projeção inicial, as cerca de 800 lojas associadas da CDL registraram alta de 7% no faturamento neste fim de ano. E, segundo o consultor jurídico da entidade, Elion Pontechelle Junior, o volume significativamente menor de consumidores com o nome negativado é resultado deste momento, de melhora na economia e maior segurança quanto à manutenção dos empregos. Em novembro e dezembro de 2019, foram inscritos 3.050 consumidores no SPC. O número equivale a menos de um terço do total registrado no mesmo período de 2018, de 9.820 nomes. Para se ter ideia, enquanto, nos dois últimos meses do ano passado, a média foi de 2,1 pessoas negativadas por hora, em 2018, o índice foi de 6,7.

"Creio que o resultado também reflita a maior conscientização dos consumidores, que aprenderam a ter maior controle sobre os gastos", frisa o consultor. Outro dado positivo foi o aumento do número de bauruenses que limparam o nome junto ao comércio.

TERMÔMETRO

Em novembro e dezembro do ano passado, foram retirados 2.205 nomes do cadastro da CDL, 48% a mais do que as 1.490 exclusões do mesmo período de 2018. "Isso é um bom sinal para o comércio, porque é um número maior de pessoas voltando a ser consumidores em potencial para compras a crédito", detalha, acrescentando como um dos fatores principais para a alta o fato de muitos bauruenses terem recebido valores do FGTS.

Pontechelle Junior também destaca as 51.286 consultas feitas pelos comerciantes ao cadastro do SPC, entre novembro e dezembro, com o objetivo de evitar fraudes e saber se os consumidores estão aptos a tomar crédito. O número é 38% superior ao registrado nos dois últimos meses de 2018.

"Isso é um termômetro que comprova maior movimentação de clientes dentro das lojas", aponta. Também foi resultado positivo para o comércio neste fim de ano a redução, em torno de 10%, do valor médio devido por cada consumidor com nome inscrito no SPC. O valor, em dezembro de 2019, era de R$ 1.240,72.