11 de julho de 2026
Esportes

Rafael Soriano tem acessos com clubes do Rio e busca crescer no futebol

Luis Felipe Carrion, especial para o JC
| Tempo de leitura: 3 min

A vida de técnico de futebol não é fácil. São várias horas dedicadas a treinos e estudos dos adversários, além dos jogos e da pressão da torcida em caso de um mau resultado. É nesse ambiente diário que um jovem treinador busca construir uma trajetória de sucesso. Para Rafael Barcelos Soriano, de 34 anos, que é natural de Campos dos Goytacazes, no interior do Rio de Janeiro, mas reside em Bauru há anos, a paixão pelo futebol vem desde criança, jogando na escolinha do avô.

Após iniciar a carreira como atelta na base do Goytacaz, uma lesão aos 18 anos fez com que Soriano mudasse de função dentro do esporte. "Naquele momento eu comecei ajudando ele (o avô) na escolinha e iniciei ali minha carreira de treinador no próprio Goytacaz, assumindo a equipe sub-17. A gente fez um trabalho bom e aí eu acabei tomando gosto pela coisa e acabei não voltando a jogar", conta em entrevista por telefone ao JC.

Apesar de ter nascido no estado do Rio de Janeiro, Rafael mantém uma relação constante com Bauru. É filho de Ricardo Soriano, presidente do Clube Recreativo Fortaleza, e seus pais moram na cidade há 20 anos. Em um primeiro momento, Rafael permaneceu em Campos dos Goytacazes para jogar na base do Goytacaz, e, posteriormente, dar os primeiros passos como técnico de categorias de base. Atualmente, ele também mantém residência fixa em Bauru e não permanece por aqui apenas quando está trabalhando em algum clube. "Eu gosto muito da cidade. Tenho muitos amigos aí", afirma.

Com passagens por clubes de Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia, foi em terras fluminenses que Soriano se consolidou como um jovem técnico em ascensão no futebol brasileiro. Após treinar Americano-RJ e Sampaio Corrêa-RJ, seu primeiro trabalho que chamou a atenção foram os dois acessos seguidos com o Campos da terceira para a primeira divisão do Campeonato Carioca, entre 2015 e 2017.

Esse feito foi conseguido após o clube ter ficado 26 anos afastado do futebol profissional. Já em 2018, levou o Itaboraí ao vice-campeonato da Copa Rio (equivalente à Copa Paulista), classificando o time da região metropolitana à Série D do Campeonato Brasileiro. Por essa conquista, ainda foi eleito o melhor técnico da competição.

ATUALIZADO

Assim como outros treinadores da nova geração, Soriano busca o conhecimento para estar sempre atualizado com as diferentes formas de se jogar futebol atualmente. Com certificação A dos cursos da CBF, ele sabe que um técnico precisa se adaptar ao elenco que tem em mãos. Entretanto, é adepto de um jogo mais ofensivo quando pode montar um time.

"Uma equipe que possa ter a posse da bola, propor jogo para, a partir daí, a gente poder começar a buscar equipes com qualidade e possa brigar sempre na parte de cima de qualquer competição que a gente disputar", explica.

Após uma primeira experiência no Nordeste comandando o Serrano da Bahia, em 2020, Rafael volta à região para um desafio inédito: treinar o Nacional de Patos no Campeonato Paraibano. Semifinalista no ano passado, a equipe estreia no Estadual no próximo domingo (19), às 17h, contra o Atlético da Paraíba.

Com um dos maiores investimentos do estado, a meta é brigar pelo título com os principais times, que são Treze, Campinense e Botafogo. "O objetivo principal é o título da competição e classificar o time para as competições nacionais do ano seguinte. Para conquistar a vaga na Série D, a gente precisa chegar à final. O objetivo principal é esse, conquistar a vaga na Série D e Copa do Brasil do ano seguinte e na Copa do Nordeste, que garante essas três vagas se a gente chegar", esclarece o treinador.