Sonhos, metas, planos. Todo começo de ano tendemos e somos incentivados a traçar objetivos para serem cumpridos durante o novo ciclo. Mas, com o decorrer dos dias, os sonhos são atropelados pela rotina e acabam caindo no esquecimento. O resultado é que eles voltam para a lista de desejos do ano seguinte.
É a sensação de uma "nova oportunidade" trazida pelo início de um novo ano que faz com que as pessoas se sintam mais dispostas a focar no projeto tão desejado. "Com a ideia de renovação que o novo ano nos apresenta, imaginamos que, se não conseguimos cumprir as metas até agora, esta é a melhor hora de recomeçar", diz Ellen Moraes Senra, psicóloga e especialista em terapia cognitivo-comportamental.
Mas manter a disposição ao longo dos meses é uma tarefa árdua. Por isso, o momento do planejamento é fundamental, pois é nele que se determinam os prazos que precisam ser cumpridos. "Muitas pessoas têm iniciativa, mas pouca "acabativa", ou seja, elas querem e até começam, mas param no meio do caminho por vários problemas, tais como falta de dinheiro, de vontade ou de tempo. Todo desejo tem um preço e muitos não estão dispostos a pagar por isso", afirma Mônica Roberta, especialista em gestão organizacional."
Por isso, ela sugere que as metas devem ser específicas (desejos objetivos, como ler 24 livros no ano), mensuráveis (que você consiga medir o resultado), atingíveis (que caibam no seu tempo), relevantes (que sejam importantes para você) e temporais (que tenham um prazo). "A maior fonte de frustração são os projetos ambiciosos, de mudança total. Não esqueçamos que a mudança do calendário não faz com que sejamos uma outra pessoa", alerta Lindinaura Canosa, psicanalista da Sociedade de Psicanálise da Cidade do Rio.