08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Treta

Demerval Assis da Silva
| Tempo de leitura: 1 min

Palavra meio gíria, meio chula, usada geralmente na periferias da vida. Essa para mim seria a definição que mais se encaixaria no drama (vide pesquisa), não achando nenhuma outra palavra que a substituísse na atual conjuntura pela qual passam nossas vidas.

Em nosso país, nas nossas famílias, nas nossas empresas, em particular a minha (estatal de suma importância social, além de outros), na qual trabalho a mais de 30 anos. Lugar hoje onde o "bicho" está pegando e do globo redondo ou achatado, em todos os comitentes, seja nos ricos países ou nos lugares onde a pobreza grita, cidades grandes ou pequenas, nas favelas ou nos jardins (região nobre paulistana). Onde os governos encenam uma paz de mentira, pois preferem as tretas que rendam mais poder e dinheiro à paz verdadeira. Treta, palavra periférica empunhada pelos jovens, que vivem embates diários e precisam se manter "vivos" e que quase que corriqueira e banalmente vão se matando.

Parece que não, mas sim, manter-se em paz é muito mais difícil, seja onde for, de que entrar numa treta e viver a vida "tretando". E o sonho de viver em paz, que permeia nossa "humana natureza", vai ficando tardiamente para a lápide, no nosso "descanse em paz".

"... Quem tem de noite a companheira, sabe que a paz é passageira...

(Marcos Vale)