08 de julho de 2026
Nacional

Vigilância interdita fornecedora da Backer

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 1 min

Belo Horizonte - A Vigilância Sanitária de Contagem, na Grande Belo Horizonte, interditou nesta sexta-feira (17) a empresa Imperquímica, fornecedora de monoetilenoglicol para a cervejaria Backer. O motivo foi falta de alvará sanitário e a constatação de que a empresa fazia fracionamento de produtos químicos para venda, o que "não está contemplado pelo alvará que a empresa possui", segundo nota da prefeitura da cidade. O município diz ainda que, para venda de frações de produtos, seriam necessárias obras no local onde a Imperquímica funciona.

A Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão na Imperquímica no dia anterior, quinta-feira. 

A polícia também apura como o dietilenoglicol foi parar nas cervejas produzidas pela Backer. A empresa afirma que compra apenas monoetilenoglicol. As duas substâncias são usadas, normalmente, no processo de resfriamento da produção de cerveja, mas em nenhum momento do processo de produção deveriam entrar em contato com a cerveja. Tanto o dietilenoglicol como o monoetilenoglicol são altamente tóxicos, conforme a Polícia Civil.

A reportagem tentou contato  com a Imperquímica em três telefones diferentes, mas as ligações não foram atendidas.

MAIS UM CASO SUSPEITO

Um morador de Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, foi colocado nesta sexta-feira, 17, pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais no relatório de possíveis vítimas de intoxicação por dietilenoglicol encontrado na cerveja Belorizontina. O total de casos suspeitos, agora, é de 19, com quatro mortes, sendo uma confirmada e três sob investigação, segundo dados da secretaria.

É o primeiro caso suspeito no Vale do Jequitinhonha. De total de casos, 17 são homens e duas são mulheres.