11 de julho de 2026
Política

'Para mim, revelações da Cohab são uma surpresa', afirma Rodrigo

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

O deputado federal Rodrigo Agostinho (PSB) esteve nesta quinta-feira (23) no Espaço Café com Política do JC e afirmou que as denúncias apresentadas contra a Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab) não eram de seu conhecimento, no período em que foi prefeito, entre 2009 e 2016.

"Conheço o Júnior (Edison Bastos Gasparini Júnior) há vários anos, bem como a família dele. O irmão do Júnior, Alex Gasparini, foi meu suplente na Câmara e assumiu no período em que fui secretário de Meio Ambiente. O Júnior Gasparini e eu nos aproximamos mais na eleição do Tuga Angerami, ele então assumiu a Cohab, e foi elogiado pela postura de ter conseguido reduzir bastante a inadimplência de mutuários, para que a companhia conseguisse ao menos honrar seus pagamentos. Nos oito anos em que fui prefeito, nunca precisei colocar dinheiro na Cohab. Eu recebia o planejamento, os resultados, balanços, relatórios de auditorias, e ainda teve as análises do Tribunal de Contas do Estado (TCE), e nunca apareceram irregularidades desta natureza. Todo o controle feito nunca tinha apontado algo irregular nos pagamentos", destaca.

O agora deputado se diz surpreso com o que vem sendo apurado e divulgado. "O Júnior Gasparini teve um papel na coordenação política em algumas fases, mas nunca em denúncias. Tudo o que está sendo revelado para mim é uma grande surpresa. A apuração do Ministério Público é fundamental", frisa. Sobre o longo período de Gasparini como presidente, Rodrigo justifica. "Mantivemos ele porque havia a compreensão de que era preciso ter à frente alguém que entendesse da situação habitacional. E o trabalho vinha sendo bem conduzido para pelo menos manter a Cohab sem comprometer o município", lembra.

ELEIÇÕES

Rodrigo descarta completamente a chance de concorrer a prefeito neste ano. "Eu não serei candidato a prefeito. Isso já é algo definitivo, entrei para cumprir o mandato todo de deputado federal. Gostava muito da prefeitura, e posso até concorrer de novo um dia, mas não agora. Primeiro vou pensar na atuação na Câmara dos Deputados, e a tendência é que daqui a três anos acabe buscando a reeleição" afirma.

O seu partido também ainda está definindo a posição que terá na disputa. "O PSB ainda não definiu com quem estará nas eleições. Se tiver algum nome para concorrer a prefeito, dá pra ter candidato próprio. Caso isso não ocorra, vamos apoiar alguém. A decisão deve ocorrer até março, para que o partido já possa entrar bem na disputa. Por enquanto, estamos recebendo novos filiados, tendo como objetivo montar uma boa chapa de candidatos a vereador. Recebi a missão de estruturar o partido na região. Temos em vários municípios bons nomes que podem disputar a prefeito e vereador", comenta.