08 de julho de 2026
Geral

Lixo zero é um desafio a todos nós!

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

O que acontece com o lixo que você produz a partir do momento em que o coloca da porta de casa para fora? Quantas vezes, ao dar o nó na sacolinha cheia de resíduos, ou mesmo ao jogar um pequeno papel de bala no chão, você pensou nisso?

Fazer com que cada cidadão assuma a responsabilidade sobre o impacto que o lixo descartado por ele provoca no meio ambiente é a proposta do conceito Lixo Zero. O movimento chegou ao Brasil há cerca de dez anos e vem ganhando força com as notícias dos drásticos danos que a ação humana vem desencadeando na natureza.

"Vamos pensar em um tubo de xampu, que a gente pega todos os dias para lavar os cabelos. Na hora de descartar, a gente coloca no lixeira do banheiro, junto com o papel higiênico, em vez de dar o encaminhamento adequado. São pequenas mudanças na rotina, mas, quando o cidadão entende a importância disso, é um caminho sem volta rumo à transformação", observa o diretor do Instituto Lixo Zero, Kadmo Cortes.

Em 2018, a entidade promoveu o 1.º Congresso Internacional Cidades Lixo Zero, que reuniu, em Brasília, 70 palestrantes vindos de diversos países do mundo para debater o tema. Por conceito, o Lixo Zero consiste no máximo aproveitamento e no descarte correto dos resíduos recicláveis e orgânicos para a redução ou mesmo o fim do encaminhamento destes materiais para aterros sanitários.

QUATRO PILARES

Baseado em quatro pilares - repensar, reutilizar, reduzir e reciclar -, ele é um convite à mudança de hábitos nas mais variadas vertentes: indústria, comércio, em casa e por meio de políticas públicas desenvolvidas pelos municípios. "A proposta do movimento é criar uma onda positiva, que começa com o cidadão, dentro de casa, até chegar ao local de trabalho, ao prédio em que ele mora, ao bairro, à cidade", acrescenta Cortes.

Atualmente, o movimento já conta com mais de 200 representantes, os chamados embaixadores municipais, espalhados por todo o País, inclusive em cidades como Marília e Assis. E mais de dez localidades já realizam, no fim de outubro, a Semana Lixo Zero. Mesmo sem a adesão formal de Bauru, vale lembrar que cada morador pode assumir o compromisso de fazer sua parte.

A HORA É AGORA

Separar os materiais recicláveis, fazer a compostagem do lixo orgânico, abolir o uso de copos e canudos descartáveis e evitar o uso de sacolas plásticas para carregar compras de supermercado são apenas alguns exemplos de como pequenas atitudes podem fazer a diferença. E nunca é tarde para começar.

A professora Marcella Cabaz, 24 anos, parou para refletir sobre os próprios hábitos há três anos e, em pouco tempo, erradicou da sua rotina o uso de talheres de plástico e canudos, que foram substituídos por modelos feitos de bambu. Tudo isso antes da legislação, que agora proíbe canudos plásticos. Ela também utiliza as próprias sacolas para ir ao mercado e carrega na bolsa um copo dobrável de silicone para não depender dos descartáveis.

"Foi um acordo que fiz comigo. É preciso esforço, porque estamos condicionados a hábitos diferentes, mas vale a pena. Ainda quero melhorar muitas coisas, mas já estou tentando despertar a atenção para esse assunto no meu trabalho e nos outros ambientes para onde eu vou", diz.

Clique aqui e veja outros exemplos de bauruenses que já adotam boas medidas em prol do meio ambiente.