09 de julho de 2026
Geral

Manoel de Abreu: obras em fevereiro

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Fechado há quase quatro anos, o Hospital Manoel de Abreu, finalmente, começará a ser reformado. Depois de algumas datas anunciadas entre o final do ano passado e início de 2020, a Coordenadoria Geral de Administração, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, informou que as obras terão início efetivamente no próximo dia 3 de fevereiro para a retomada de 80 leitos.

Segundo o titular da coordenadoria, Adhemar Dizioli Fernandes, o processo licitatório para contratar o serviço já foi concluído, tendo como empresa vencedora a Engetal Engenharia e Construções Ltda. Ela terá 24 meses para concluir o trabalho.

Os R$ 20,2 milhões que custearão a reforma do Manoel de Abreu foram liberados pelo governo do Estado por meio do programa "Melhor pra sua Saúde", voltado à modernização e ampliação de hospitais e unidades estaduais de saúde.

O investimento foi anunciado em maio do ano passado, em visita do vice-governador Rodrigo Garcia à cidade. "Outros R$ 6 milhões, aproximadamente, serão destinados à aquisição de equipamentos e mobiliários", acrescenta Fernandes

Ao todo, serão oferecidos 62 leitos para internações de longa permanência, 15 leitos para tratamento de dependentes químicos e três para a área de tisiologia. De acordo com o coordenador geral de Administração, o Manoel de Abreu funcionará como um hospital de retaguarda para os outros hospitais públicos de Bauru.

"Pacientes cujo tratamento costuma ser mais prolongado, como é o caso de doentes crônicos, poderão ser transferidos para o Manoel de Abreu para recuperação até a alta. Eles continuam passando por procedimentos no Hospital de Base ou no Hospital Estadual, mas poderão seguir para reabilitação no Manoel de Abreu, quando estiverem com quadro estabilizado, para liberar estes leitos para outros pacientes", detalha.

FILA DE ESPERA

Por conta deste perfil, o hospital, que possui 6.630 metros quadrados de área, não contará com centro cirúrgico, mas com espaços como consultórios, setor de terapia ocupacional e fisioterapia, bem como equipamentos de diagnóstico, como raio-X.

A intenção, com a retomada dos leitos, é reduzir a fila de espera por internações nos hospitais públicos de Bauru. Para se ter ideia, nesta última quarta-feira (22), 37 pacientes aguardavam liberação de vagas, sendo alguns deles inseridos na fila há quatro ou cinco dias.

DEPENDENTES

Em uma ala separada, ficarão as 15 vagas para tratamento de dependentes químicos. Diferentemente do que ocorria no passado, em que o objetivo era a desintoxicação dos pacientes pelo período máximo de 15 dias, o doente poderá permanecer internado por período prolongado, como ocorre hoje no Serviço de Atenção e Referência em Álcool e Drogas (Sarad) do HC da Unesp de Botucatu.

"O tempo médio de internação será de 60 a, no máximo, 90 dias. Mas a necessidade de cada caso será avaliada pelo médico individualmente", acrescenta Fernandes. Já os leitos da área de tisiologia serão utilizados para tratamento de tuberculose, doença não muito comum, mas que tem registrado aumento de casos, especialmente entre pacientes que possuem dependência química. "São leitos de isolamento, com climatização e exaustão de ar especial", acrescenta o coordenador.