Em meio à discussão sobre o Lixo Zero, o aproveitamento máximo dos alimentos para poupar o meio ambiente e economizar dinheiro é a filosofia seguida por 120 famílias de Bauru que financiam a produção anual de um grupo local de agricultores familiares. Os custos são divididos ao longo de 12 meses entre os financiadores, que recebem, em troca, os itens plantados.
Ao todo, são aproximadamente 60 produtos cultivados, distribuídos semanalmente entre os associados em três pontos da cidade. "Os itens chegam em um volume que atende a demanda, então, o desperdício é zero, o que é uma vantagem também para o agricultor. E a gente foge do uso de embalagens. Cada um leva sua cesta, caixa ou sacola", detalha um dos membros, o administrador Wagner Ferreira dos Santos, 48 anos.
Além de participar da Comunidade que Sustenta a Agricultura, ele também mantém, em casa, uma composteira com minhocário para fazer adubo com o lixo orgânico e reservatórios que coletam água da chuva para regar o jardim e água da máquina de lavar para limpar o quintal. "Basicamente, o lixo que a minha família produz é reciclável e a quantidade não é tão grande, porque a gente tenta privilegiar uma alimentação mais natural", completa.