09 de julho de 2026
Nacional

Anvisa só inspeciona avião da China com suspeita de coronavírus notificada

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O presidente substituto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, informou nesta segunda-feira (27), que o órgão ainda não faz a inspeção de todas as aeronaves que chegam da China, epicentro do coronavírus. (Leia à pág. 22)

Segundo o Torres, a vigilância sanitária será chamada para uma análise mais detalhada apenas se for notificada presença de pessoa com suspeita de coronavírus, o que ainda não aconteceu em voos que chegaram ao Brasil.

"A notificação (de casos suspeitos) não é uma opção do comandante. É compulsória. Nos casos em que é feita a notificação, a equipe terá acesso ao veículo. Vai efetuar triagem inicial", disse o presidente substituto do órgão.

Se houver suspeita, a abordagem da Anvisa poderá, por exemplo, isolar o voo e levar os passageiros a um local seguro. Eles poderão ser monitorados por equipes de vigilância sanitária nos dias seguintes. A abordagem da agência, no entanto, dependerá de cada caso, segundo Torres.

"Os riscos existem. Estamos diante de situação de um agente viral levando a graves consequências de saúde. Estamos buscando melhor forma de lidar", declarou ele.

Para o presidente substituto da Anvisa, as regras da agência são suficientes, até agora, para acompanhar o avanço da doença. "É óbvio que, se amanhã ou hoje à noite identificarmos que algo precisa ser acionado, vamos mobilizar recursos disponíveis. É uma situação dinâmica", disse Torres.

Apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) passar a classificar como "elevado" o risco internacional do coronavírus, Torres disse que a Anvisa ainda não irá mudar a forma de monitorar a doença.

NITERÓI

O Ministério da Saúde informou, que o caso de um paciente internado no Hospital Icaraí, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, com suspeita de contaminação por coronavírus, não se enquadra na atual definição da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o NCOV-2019 (o novo coronavírus).

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, o paciente, no entanto, continuará sendo acompanhado. "Seguirá, portanto, o fluxo de procedimentos para influenza e, desta forma, estabelecer seu diagnóstico apropriado", diz a nota.