Investimento em infraestrutura, maior desenvolvimento econômico e melhoria das condições de mobilidade urbana. Estas são as principais demandas apresentadas pela população de Bauru no levantamento que resultou no diagnóstico que norteará a revisão do Plano Diretor e da Lei de Uso e Ocupação do Solo do município.
O documento será apresentado neste sábado (1), durante o fórum que irá eleger os delegados responsáveis por elaborar o novo texto do Plano Diretor, em conjunto com o poder público (leia mais abaixo). A intenção é que a revisão seja concluída até o final do primeiro semestre.
TRÊS PILARES
Titular da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), Letícia Kirchner conta que o diagnóstico foi dividido em três pilares: potencialidades de Bauru, sonhos da população e principais dificuldades que precisam ser superadas. Nos dois primeiros, os termos desenvolvimento econômico, infraestrutura e mobilidade figuram entre as prioridades.
Já em relação às dificuldades, infraestrutura e mobilidade também aparecem no topo da lista. "Isso demonstra que a população almeja oportunidades de emprego, mais comércio, mais indústrias, mas também por asfalto e drenagem nos bairros, além de soluções viárias para melhorar as condições de mobilidade urbana", detalha Kirchner.
REFLEXO DA ECONOMIA
A necessidade de investir na construção de parques em fundos de vale e na melhorias de estradas rurais também despontaram como destaques no levantamento. Segundo Letícia, são expectativas que refletem o momento vivido pelo País, de início de recuperação econômica após três anos de uma grave crise.
"Principalmente em 2014 e 2015, tivemos o fechamento de empresas, perdas de muitos postos de trabalho. Foi uma situação crítica, mas que começou a ser revertida. O comércio de Bauru ainda enfrenta dificuldades para gerar vagas de emprego, mas, no setor de serviços, que desponta como principal atividade econômica da cidade, vemos um crescimento muito grande", detalha a titular da pasta.
O diagnóstico para o 1.º Fórum do Plano Diretor foi elaborado em várias frentes. Entre elas, houve a realização de 25 audiências públicas e a disponibilização de pesquisas no site da prefeitura e em escolas, que foram respondidas por mais de 1 mil pessoas.
"Nas audiências públicas, outras 467 pessoas também responderam a pesquisas mais simples, com menos perguntas", detalha.
Além do entendimento das expectativas da população, também foi contemplado um levantamento técnico, com base em dados do acervo municipal e dados produzidos por universidades e órgãos oficiais, como IBGE, Fundação Seade e Caged.