São Paulo - Enquanto abre mão de sua participação em várias empresas, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) pretende trabalhar mais com saneamento, gás e preservação florestal, segundo o presidente do banco, Gustavo Montezano. Ele apresenta esclarecimentos sobre o processo de investigação independente envolvendo operações entre o Banco e as empresas JBS, Bertin e Eldorado. Reafirmou que "não foi encontrada nenhuma irregularidade" nos contratos do banco, desmontando de vez a narrativa da "caixa-preta". O valor da investigação, ficou em R$ 42 milhões e não R$ 48 como o divulgado.
De acordo com ele, o banco de fomento irá continuar trabalhando nas áreas em que já atua, como na construção de rodovias, portos e geração de energia, mas deve olhar a outros três segmentos.
"Tem três setores que nós consideramos a nova fronteira. É onde há menor potencial para mudar vertiginosamente a participação e a dinâmica desses segmentos no país", disse.
DISTRIBUIR GÁS
Ao falar de cada área, ele citou a importância da aprovação do marco do saneamento e comentou também as mudanças no segmento de gás, como a distribuição.
"No caso das distribuição, hoje o setor de gás brasileiro é concentrado em empresas estatais, e grande parte delas tem a Petrobras como sócia no conjunto com a Mitsui. Então tem que haver uma privatização deste segmento."
Sobre a preservação florestal, Montezano disse que banco está engajando esforços, gente, tecnologia e recursos para ter um papel fundamental em como monetizar e preservar os ativos florestais brasileiros.
"Temos um mar de possibilidades pela frente até porque somos talvez o maior ativo florestal do mundo, em termos de área e em termos de valor econômico e financeiro."
Ao mesmo tempo em que olha mais para tais segmentos, o banco de fomento já está se desfazendo de participações em empresas, segundo o chefe do BNDES.
Ele comenta, ainda, que a ideia é desinvestir isso até o fim de 2022.