09 de julho de 2026
Política

Saúde: governo quer mais eficiência

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

A Secretaria de Saúde terá troca de comando até a semana que vem. O secretário José Eduardo Fogolin recebeu convite para trabalhar fora de Bauru e também já havia interesse do governo municipal em contar com outro perfil para a pasta neste últimos meses. O prefeito Clodoaldo Gazzetta ainda estuda alguns nomes para ocupar a vaga e tenta fechar o assunto até o final desta semana. Caso não seja possível, fará a mudança no começo de fevereiro, juntamente com outras quatro alterações de secretarias - Sear, Sagra, Semma e Gabinete, conforme o JC já noticiou.

O secretário de Saúde, José Eduardo Fogolin, está no cargo desde o começo do governo, tendo apoiado Gazzetta na campanha eleitoral passada. O investimento em saúde era considerado prioritário no plano de governo, e logo no início Fogolin teve uma autonomia maior do que o habitual para implementar ações. No período em que ficou na pasta, inaugurou duas unidades de saúde - no Jardim Jussara e no Jardim Chapadão, e também a Casa da Mulher. Por outro lado, o Pronto Atendimento Infantil (PAI) acabou desativado, com a pediatria indo para as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do Bela Vista e do Geisel/Redentor. Em suas declarações, Fogolin também sempre defendeu a descentralização do atendimento e o fato das UPAs não terem fechado em nenhum momento sob seu comando, ao contrário do que ocorreu no governo anterior.

Desde o ano passado, com a grave epidemia de dengue em Bauru, que contabilizou mais de 26 mil casos e 39 mortes, a permanência de Fogolin passou a ser mais questionada por usuários do sistema de saúde e vereadores. Mesmo assim, Gazzetta bancou o secretário na pasta. Neste começo de ano, ao receber convite para assumir cargo na Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo, Fogolin admitiu que poderia deixar a pasta. E, pelo lado do governo, já há a intenção de alterar algumas medidas de âmbito interno na secretaria.

ALTERAÇÃO

O prefeito Clodoaldo Gazzetta afirma que a passagem de Fogolin na Secretaria de Saúde foi boa e diz que a mudança que está em vias de ocorrer se deve a interesse das duas partes. "Foi algo em comum acordo. O Fogolin tem convites de outros locais e nós também temos a intenção de mudar algumas coisas. Vamos tentar dar uma outra visão para alguns procedimentos internos, sentimos essa necessidade para os últimos meses de governo, são ajustes naturais", enfatiza. A reportagem entrou em contato com o secretário, porém não obteve retorno.

Os dois primeiros nomes cotados para o cargo foram de Mário Ramos e Melissa Sproesser Alonso, que ocupam diretorias de Departamento da secretaria. Também ocorreram conversas com Déborah Cavalcanti, diretora do Hospital Estadual (HE), e com Marcos Cabelo, presidente da Associação Paulista de Medicina (APM) de Bauru, porém ambos não pretendem assumir o cargo.