08 de julho de 2026
Política

Onyx pode assumir outro cargo


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Brasília - O presidente Jair Bolsonaro dedicou a sexta-feira (31) para encontrar uma saída para a crise política que tem como protagonista o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM). Após esvaziar as funções do auxiliar palaciano, retirando de seu comando o Programa de Parceria de Investimentos (PPI), o presidente agora discute formas de contemplar o aliado em outro cargo na Esplanada dos Ministérios.

Em conversas reservadas relatadas à reportagem, Bolsonaro tem lembrado que Onyx foi um aliado de primeira hora e que, mesmo insatisfeito com o seu trabalho na Casa Civil, não pretende abandoná-lo.

Para tentar chegar a uma solução, o presidente se reuniu nesta sexta (31) com os ministros da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira, e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno. Bolsonaro também conversou sobre o tema com o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos.

Segundo auxiliares presidenciais, Bolsonaro avalia três hipóteses para Onyx: alocá-lo no Desenvolvimento Regional, na Cidadania ou na Educação. As duas últimas pastas são comandadas por aliados do ministro gaúcho, o que, na visão do Palácio do Planalto, seria uma saída menos traumática.

Caso opte por alocar Onyx na Educação, Bolsonaro atenderá ainda a ala do governo e parlamentares que cobram a demissão do atual ministro, Abraham Weintraub. O atual titular da Educação está desgastado pela atual crise do Enem.

O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, está também desgastado com Bolsonaro. Desde o ano passado, o presidente tem se queixado do desempenho dele e cogitado retirá-lo da pasta.

Para conseguir fechar a equação, o presidente tem buscado um nome para o comando da Casa Civil. O favorito de Bolsonaro é Jorge Oliveira, mas o ministro tem demonstrado resistência. O plano estudado por Bolsonaro é o de fundir a Casa Civil com a Secretaria-Geral da Presidência. Um plano B seria a nomeação de um dos líderes do governo para comandar a articulação política: como Fernando Bezerra (MDB-PE), do Senado, e Eduardo Gomes (MDB-TO), do Congresso.

A indicação de Bezerra, no entanto, enfrenta um empecilho. Ela pode inviabilizar que seu filho, o deputado federal Fernando Coelho (DEM-PE), assuma Minas e Energia em maio, quando o ministro Bento Albuquerque deverá ser indicado para uma vaga destinada à Marinha no Superior Tribunal Militar.

Após reunião com ministros sobre a situação do coronavírus, Bolsonaro foi questionado sobre a situação do chefe da Casa Civil. Ele disse que encontrou Onyx, mas não respondeu aos questionamentos.