08 de julho de 2026
Internacional

China aceita colaboração dos EUA

Kevin Yao
| Tempo de leitura: 2 min

Pequim - A China concordou em permitir que especialistas de Saúde norte-americanos entrem no país como parte das iniciativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) para combater a epidemia de coronavírus, mesmo depois de acusar os Estados Unidos na segunda-feira de criarem pânico por conta da doença com restrições a viagens e repatriamentos. 

"A China aceitou uma oferta dos Estados Unidos" para participar de um grupo de especialistas em uma missão da Organização Mundial da Saúde à China para aprender mais sobre o vírus e sobre como combatê-lo", afirmou o porta-voz da Casa Branca Judd Deere.

Na província de Hubei, no centro da China, epicentro da epidemia, a TV estatal informou que houve 2.345 novos casos do vírus e outras 64 mortes, elevando o total de fatalidades relacionadas a vírus em Hubei para em todo o País, para 425 na segunda-feira.

PETRÓLEO

Com Wuhan, cidade onde o vírus se originou, e outras cidades chinesas bloqueadas, restrições severas de viagens e a China enfrentando cada vez maior isolamento internacional, os temores de distúrbios econômicos ainda mais amplos estão crescendo. Fontes na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) disseram que os produtores estavam considerando cortar a produção em quase um terço para dar um suporte aos preços.

Ontem a bolsa de Pequim reabriu com uma baixa de 8%.

Na semana passada a OMS declarou a epidemia do vírus, que é análogo ao da gripe, uma emergência global.

ACUSAÇÃO

A China acusou os Estados Unidos de espalharem o medo ao retirarem seus cidadãos e aplicarem restrições de viagem.

Washington tem "fabricado e espalhado o medo incessantemente", disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China Hua Chunying a jornalistas, notando que a OMS havia aconselhado contra restrições a viagens e ao comércio. 

"São precisamente os países desenvolvidos, como os Estados Unidos, com fortes capacidades e instalações de prevenção a epidemias que tomaram a liderança na imposição de restrições excessivas contrárias às recomendações da OMS", disse.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) defendeu as medidas tomadas pelo governo do país, entre elas a suspensão da entrada de cidadãos estrangeiros que visitaram a China nos últimos 14 dias.