São Paulo - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que pretende aproveitar o êxito de sua agenda econômica para "buscar ir mais fundo nas reformas", e que conversa com o ministro Paulo Guedes (Economia) sobre as propostas.
"Discuti com ele sobre as reformas econômicas. Após 28 anos na Câmara sem aprovar nada, eu digo que a melhor reforma é a que será aprovada", afirmou Bolsonaro. A declaração foi dada durante almoço em homenagem a ele na sede da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta segunda-feira (3), em São Paulo, onde esteve em outras atividades, como o lançamento do Colégio Militar.
Bolsonaro falou logo após o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. E disse que Skaf "conseguiu um emprego" de porta-voz em seu governo. Segundo Bolsonaro, Skaf tocou em todos os pontos "que têm feito a diferença no Brasil".
Durante seu discurso, o presidente da Fiesp chamou a atenção para os números positivos da economia e destacou o otimismo dos industriais.
Skaf também afirmou que a Fiesp "nunca se meteu em política partidária", mas justificou o apoio ao presidente Bolsonaro porque a a "agenda do governo coincide com a agenda da indústria".
Após elogiar Skaf, Bolsonaro repetiu que, embora não entenda de economia, como presidente é o técnico dos ministros que entram em campo com o conhecimento.
"Entreguei nas mãos do Guedes, mas converso quando tem alguma coisa não concordo. Quando ele falou que queria aumentar o imposto da cerveja, apesar de não ser um amante desse esporte, me coloquei contra e ele prontamente atendeu", disse.
Também estavam presentes no evento os filhos do presidente Bolsonaro o senador Flávio e o deputado Eduardo, os ministros Ricardo Salles e Abraham Weintraub, e a secretária especial de Cultura, Regina Duarte.
INOCÊNCIA
O filho Flávio Bolsonaro aproveitou para considerar "isenta" a conclusão da Polícia Federal de que não houve indícios de crimes cometidos por ele (sem partido-RJ) no inquérito em curso na Justiça Eleitoral sobre movimentações imobiliárias de sua parte.