08 de julho de 2026
Nacional

Kirk Douglas visitou o Brasil em 1963

Estadão Conteúdo - Site
| Tempo de leitura: 2 min

Em fevereiro de 1963, Kirk Douglas visitou o Brasil ainda se aproveitando do sucesso de Spartacus (1960), o filme em que atuou e produziu, chamando ninguém menos que Stanley Kubrick para ajudar na direção. Douglas morreu nesta quarta-feira (5) aos 103 anos de idade. Ele chegou ao País pela então recém-inaugurada Capital Federal e elogiou a arquitetura da cidade. Fez, contudo, uma crítica: não gostou dos móveis do Alvorada, pois preferiria ver ali móveis brasileiros, não os norte-americanos que encontrou. 

Para ele, bossa nova era 'espetacular'

Depois, passou o Carnaval no Rio e ainda visitou São Paulo. Já à época, Kirk Douglas disse que achava a bossa nova "espetacular" e que levaria como lembrança do Brasil uma rede nordestina. Ainda em Brasília, anunciou vontades (nunca realizadas) de produzir um filme sobre a vida de Juscelino Kubitschek e também de interpretar Simon Bolívar. 

Uma vida atribulada e intensa

Ao contrário do que se possa imaginar para alguém com vida tão longa, sua existência não foi nada pacata. Filho de pais imigrantes judeus, fugitivos do então Império Russo, teve uma infância pobre. Nos EUA, a família adotou o sobrenome Demsky. Na juventude, "Izzy Demsky", então boxeador, trocou legalmente de nome para "Kirk Douglas" antes de ingressar na Marinha durante a Segunda Guerra Mundial. Só foi fazer um curso de teatro para ter uma bolsa de estudos. Ali, seu talento aflorou.

A vida familiar e sobrevivência a um acidente

Douglas foi casado duas vezes, primeiro com Diana Dill (de 1943 ao divórcio em 1951), com quem teve dois filhos, o ator Michael Douglas e o produtor Joel Douglas. Com sua segunda esposa, Anne Buydens, com quem vivia até agora,  teve também dois filhos, o produtor Peter Vincent Douglas e o ator Eric Douglas. Eric morreu em 6 de julho de 2004, vítima de uma overdose de drogas. Nos últimos anos, depois de escapar com o corpo todo queimado de um acidente de helicóptero, no qual os dois outros tripulantes morreram, Kirk Douglas padeceria ainda de um derrame. Atuou, produziu e dirigiu até 2014.