09 de julho de 2026
Geral

Sobras da construção terão uma nova área em Bauru

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

Usada, principalmente, para o descarte de resíduos resultantes de pequenas construções ou reformas, a Área de Transbordo e Triagem (ATT) deverá mudar de endereço, afinal, o local está quase no limite da sua vida útil. Da avenida Rosa Malandrino Mondelli, no Jardim Chapadão, o espaço passará a funcionar no quilômetro 353 da rodovia Marechal Rondon (SP-300), próximo ao antigo Aterro Sanitário. A alteração, segundo a Associação dos Transportadores de Entulho e Agregados de Bauru (Asten), poderá elevar o preço das caçambas, que precisarão percorrer um trecho maior até o destino final.

Titular da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), Airton Iozimo Martinez explica que a atual sede da ATT existe desde 2012. "A Asten se propôs a fazer a triagem e a deposição correta de todo o material. No entanto, resta pouco tempo de vida útil ao local", reforça.

De acordo com o secretário, ainda não é possível afirmar quanto espaço sobrou. "Recentemente, estivemos na Promotoria do Meio Ambiente, onde nós e a Cetesb assinamos um termo, assumindo o compromisso de encerrar a área tão logo atingisse o limite", revela.

Segundo Martinez, a Semma e a Asten se reunirão na próxima terça-feira (11) para discutir o fechamento da ATT e a avaliação da vida útil do local. Após o encerramento, a pasta ficou de elaborar um projeto de reflorestamento.

Em breve, o entulho deverá ser descartado em outra área pertencente à prefeitura, perto do antigo Aterro. No novo espaço, de cerca de 30 mil metros quadrados, o secretário pretende reaproveitar boa parte do material, ampliando a sua vida útil.

Martinez informa que ainda não o fez, porque o município precisa de maquinário adequado. "Os equipamentos trituram os itens, deixando tudo pronto para o reaproveitamento", completa.

Para tanto, a Semma precisa da ajuda de uma empresa terceirizada. "Primeiro, nós veremos se a atual parceira tem interesse em trabalhar com a reciclagem dos resíduos sólidos", adianta.

Como a ideia é recente, o secretário não divulgou qualquer previsão orçamentária. "O material reaproveitado servirá de matéria-prima para a fabricação do asfalto e a recuperação de estradas rurais. Além disso, pretendemos conscientizar o setor privado para intensificar o uso deste tipo de item em calçadas e estacionamentos", acrescenta.

OUTRO LADO

Eusébio Giraldis de Carvalho Júnior, que está como presidente da Asten, afirma que o atual espaço da ATT possui 72 mil metros quadrados. "No passado, houve a retirada de terra do local para fazer a terraplanagem do Mary Dota", observa.

Com o advento do Plano Nacional dos Resíduos Sólidos, o então prefeito Rodrigo Agostinho convidou a instituição para administrar o despejo de entulho por lá. "O poder público municipal não tinha orçamento nem pessoal para executar tal serviço. Então, em 2014, começamos a trabalhar", relata.

Para ele, se nenhum material for retirado, a ATT ainda apresenta uma vida útil de até 24 meses. "No entanto, o Ministério Público apontou a necessidade de encerrá-la. Caso a prefeitura cumpra a sua parte, no sentido de promover o reaproveitamento do material, nós temos interesse em continuar gerindo o espaço", diz.

Júnior frisa que não estava ciente da existência da nova sede. "Para depositar o entulho dentro da cidade, é um valor. Pela rodovia, pode subir", finaliza.