Vaticano - O papa Francisco descartou a proposta de que homens casados pudessem ser ordenados padres na região da Amazônia e denunciou as empresas que semeiam a "injustiça e o crime" na região, violando os direitos dos povos tradicionais.
A declaração veio por por meio de um documento chamado "exortação apostólica", e foi uma resposta às recomendações do sínodo da Amazônia, que ocorreu no ano passado. A carta não define a doutrina oficial, mas instrui práticas da igreja.
Com esta decisão, o papa se afastou de temas que dividem a igreja e se concentrou nos desafios ecológicos, sociais e pastorais.
A proposta de ordenação de homens casados estava no parágrafo 111 do relatório final do sínodo, formulado em outubro do ano passado.
TEMA POLÊMICO
Na época, o tema foi o mais controvertido. Recebeu a aprovação de 128 padres sinodais, o mais baixo número de votos dos 120 parágrafos, que são aprovados individualmente. Os padres que se opuseram somaram 41 votos.
A recomendação não previa que padres pudessem se casar, mas que homens com família pudessem assumir as funções de sacerdócio.