As famílias se preparam para a chegada do bebê, e muitas vezes ficam apreensivas em como será a convivência com os animais de estimação. Muitas dúvidas podem surgir. Será que os animais podem ser perigosos, transmitindo doenças para o bebê? Será que o animal ficará com ciúme e poderá morder ou arranhar o bebê? E pior, será que é necessário doar o animal?
Existem relatos ao Conselho Municipal de proteção e defesa dos animais (Comupda) e a Comissão de Defesa e Proteção Animal da OAB Bauru de famílias que abandonam o animal quando se tem a notícia da chegada do bebê. Importante colocar que a lei federal 9.605/98 tipifica como crime de maus-tratos o abandono de animais, em qualquer circunstância.
Se um bebê vai chegar, não se apavore, não descarte o animal que já está apegado a você, converse com toda a família e tome algumas atitudes visando o bem-estar do bebê, do animal e da nova rotina da casa.
O médico veterinário Frederico Bruscki afirma que, para a chegada do bebê, é imprescindível construir uma relação de confiança entre o animal e a criança. Se a futura mamãe é quem faz tudo com o animal, deve começar a dividir as tarefas com alguém bem antes do nascimento. Se o pet tiver livre acesso pela casa, o ideal é fechar a porta do quarto do bebê em alguns momentos do dia, para que ele entenda que ali é uma área restrita, que ocasionalmente estará fechada. Ensine-o a brincar sozinho e gastar energia, já que sua disponibilidade de tempo vai diminuir com a chegada do bebê.
É importante deixar a limpeza da caixinha de areia para uma outra pessoa ou, se não tiver quem faça, fazer apenas com luva, orienta Bruscki. É fundamental que o pet associe o bebê a coisas boas, por isso, é preciso corrigir comportamentos negativos e evitar brincadeiras como arranhar e morder. Pode parecer estranho, mas você poderá andar com uma boneca pela casa de vez enquanto, para que o pet se acostume com a presença de alguém no seu colo.
O veterinário diz que três a quatro meses antes do nascimento do bebê, pode-se administrar um floral que ajude na mudança de rotina (Floral Chicory e Walnut). Antes de o bebê sair do hospital, é importante levar uma roupinha que o bebê já tenha usado para que o animal possa cheirar, assim el vai se acostumando com o "novo cheiro".
Muita gente ainda têm reservas em relação à convivência entre crianças e animais. Faz bem? Faz mal? E os pelo? E a higiene? Para crianças, essa proximidade contribui para a redução da ansiedade, interfere positivamente no desenvolvimento da linguagem e das habilidades motoras. A companhia de animais é usada, inclusive para fins terapêuticos. Além disso, crianças que convivem com animais apresentam maior habilidade social e um consequente aumento da autoestima. O segredo é manter seu pet sempre em ordem: vacinação, vermifugação frequente, banhos regulares e uma boa educação.