A mistura entre os materiais são feitas por uma equipamento denominado compostador. Trata-se de um trator que teve seu eixo elevado e ao qual foi acoplado um misturador de hastes que executa a mistura e faz o alinhamento da pilha de compostos.
Após esta mistura, a condição da massa já esta adequada para iniciar a transformação pelos microoganismos (bactérias, fungos, actinomicetos e outros organismos que estão presente no solo, nestes resíduos e se alimentam desse material) que vão decompondo o material, o que gera calor.
"Normalmente, durante a transformação, o centro destas pilhas podem atingir até 60ºC, o que é interessante pois elimina os possíveis microorganismos patogênicos, ou seja, nocivos ao homem que podem estar contidos no material", explica o professor Lyra.
"As transformações ocorrem em um prazo de 90 dias quando a umidade dos resíduos são adequadas, gerando um material escuro, sem odor e que chamamos de composto orgânico".
Depois de pronto, o composto orgânico resultante dessa transformação é distribuído pela Prefeitura entre as hortas comunitárias da cidade. Até hoje, já foram produzidos e retornados as hortas mais de 100 toneladas de composto orgânico.
"O adubo orgânico auxilia economicamente os produtores que, com seu uso, não necessitam adquirir adubo inorgânico para suas hortas. Além disso, o projeto diminui a quantidade de resíduos orgânicos que chegam ao aterro sanitário de Botucatu", salienta o professor Lyra. "Temos muito orgulho de integrar essa parceria e coordenar esse projeto".