Em Bauru, cidade marcada pelo histórico de epidemia de dengue nos primeiros meses do ano, o alerta é máximo em relação aos criadores do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença. A atenção também está voltada aos sintomas da moléstia, como febre alta, erupções cutâneas, além de dores musculares e articulares.
Em vista disso, o Hospital São Francisco, que faz parte do Sistema Hapvida, realizou um treinamento da sua equipe de médicos e enfermeiros. O objetivo consistiu em prepará-los para diagnosticar, precocemente, a dengue.
Ao atenderem os pacientes, mesmo que não apresentem os sintomas clássicos da doença, os profissionais, já na primeira consulta, investigarão a hipótese de tal condição.
De acordo com o infectologista e hospitalista do São Francisco, Edson Carvalho de Melo, diagnosticar a moléstia com antecedência repercutirá no bem-estar dos pacientes, que conseguirão se recuperar mais rápido. "A saúde pública também sairá vitoriosa, pois a doença é de notificação obrigatória", diz.
Médico da família, Diego Godoi Bernardes ressalta que o treinamento não passou de uma atualização da equipe do Hospital São Francisco, procedimento necessário diante da mudança do perfil epidemiológico da dengue. "Precisamos nos preparar para possíveis surtos da doença", finaliza.