Santiago - Em outubro de 2014, o governo do Chile decidiu aumentar em 5% o imposto sobre bebidas com alto teor de açúcar. O consumo dos produtos teve redução de 3,4%. Na época, 52% dos adultos e 34% das crianças com menos de seis anos estavam com sobrepeso ou obesas.
Dois anos depois, o país implementou a Lei de Rotulagem e Propaganda de Alimentos, que determinou o uso de selos de alerta nos rótulos frontais de alimentos com alto teor de açúcar, sal ou gorduras saturadas, restringiu a publicidade desses alimentos direcionada às crianças e proibiu sua venda em escolas e no comércio próximo.
Agora, quase seis anos após o início da implementação do pacote de políticas públicas, os chilenos estão comprando menos produtos com grande quantidade de açúcar.
Esse é o resultado de um estudo que reuniu cientistas do Instituto de Nutrição e Tecnologia de Alimentos da Universidade do Chile, da Universidade da Carolina do Norte (EUA) e do Instituto Nacional de Saúde Pública do México. Os dados foram publicados na revista científica internacional "Plos Medicine".
SAUDÁVEIS
A pesquisa mostra que o consumo de bebidas açucaradas por domicílio caiu 23,7% comparada à tendência observada no período antes da regulamentação, o que representa uma redução de 22,8 ml por pessoa diariamente.
A maior queda na compra domiciliar foi de sucos de fruta açucarados, com 42% de redução, seguida pela compra de bebidas lácteas. A pesquisa analisou dados de consumo de mais de 2.300 casas em áreas urbanas no Chile e comparou os hábitos de compra antes e depois da implementação do pacote de políticas contra a obesidade.