09 de julho de 2026
Nacional

Varejo cresce 6,3% em três anos

Estadão Conteúdo
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São Paulo - O varejo brasileiro encerrou 2019 com o terceiro ano de crescimento consecutivo, mas ainda em ritmo insuficiente para recuperar as perdas acumuladas durante a crise. A avaliação é de Isabella Nunes, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As vendas do comércio varejista acumularam um avanço de 1,8% de janeiro a dezembro do ano passado, após crescimentos em 2017 (2,1%) e 2018 (2,3%).

Durante a crise, em 2015 (-4,3%) e 2016 (-6,2%), o setor encolheu 10,2%. Nos três anos seguintes de crescimento, o crescimento acumulado foi de 6,3%. "Você teve três anos de crescimento, mas não conseguiu acumular o suficiente para superar a perda dos dois anos anteriores", lembrou Isabella Nunes.

Sete entre as oito atividades do varejo cresceram no ano de 2019. A única queda foi a de Livros. Segmento de maior peso no varejo, as vendas de hipermercados e supermercados subiram apenas 0,4% no ano passado. "Hipermercados para o ano de 2019 não contribuiu como nos demais anos. Essa é a razão para o varejo ter desacelerado", avaliou Isabella Nunes.

Segundo a pesquisadora do IBGE, os setores que mais cresceram no ano passado foram os que mais se beneficiaram pela expansão nas concessões de crédito e pela liberação de saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), como Outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,0%), Móveis e eletrodomésticos (3,6%) e Artigos farmacêuticos e perfumaria (6,8%).

Os demais avanços nas vendas de 2019 ocorreram nas atividades de Combustíveis e lubrificantes (0,6%), Tecidos, Vestuário e calçados (0,1%) e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (0,8%).