Brasília - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a negar, em interrogatório nesta quarta-feira (19), que tenha recebido propinas em troca da edição da Medida Provisória 471, de 2009, que dispôs sobre benefícios fiscais a montadoras de veículos. O petista afirmou que a denúncia é uma "ilação". "Há muita má fé, muita inverdade."
O petista prestou depoimento na 10.ª Vara Criminal Federal, em Brasília, onde compareceu às 14h30 desta quarta, 19, e respondeu a perguntas do juiz federal Vallisney de Oliveira, responsável pela Operação Zelotes, e também do Ministério Público Federal, e de sua própria defesa.
Nesta ação penal, o petista responde pelo crime de corrupção passiva por, supostamente, ter participado da "venda" da Medida Provisória (MP) 471, de 2009, que prorrogou os incentivos fiscais para montadoras instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Na denúncia, a Procuradoria sustenta que representantes das montadoras prometeram o pagamento de "vantagens indevidas" a intermediários do esquema e a agentes políticos, entre eles Lula e Carvalho.