09 de julho de 2026
Política

Prefeitura discute desfiles de Carnaval

Thiago Navarro e Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

O prefeito Clodoaldo Gazzetta informou ao JC, na noite desta quarta-feira (19), que uma reunião de avaliação será realizada nesta quinta-feira sobre a realização dos desfiles das escolas de samba e blocos no Sambódromo, previstos para este sábado (22) e segunda-feira (24). A segurança do local, que passou por obras por conta do deslizamento de um barranco, e uma liminar que suspende o repasse de verba para o evento estarão na ordem do dia.

Segundo o prefeito, o Sambódromo oferece boas condições, após os reparos executados pela Secretaria Municipal de Obras na erosão que se formou no ano passado, perto dos camarotes. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu um laudo comprovando a estabilidade daquele trecho, que fica ao lado do Córrego Água Comprida, com nascentes submersas.

Como há previsão de chuvas fortes para os próximos dias, conforme alerta emitido pela Defesa Civil, Gazzetta irá convocar uma reunião nesta quinta, provavelmente no final da tarde, que deve contar com a participação do secretário municipal de Cultura, Rick Ferreira, do coordenador da Defesa Civil, Rogério Gago, e de outros secretários. "O Sambódromo tem condições de receber a festa. Apenas se houver muita chuva não teremos como realizar. Por isso, devemos ter essa reunião para já finalizar esse assunto de vez e decidir. A reunião é apenas para avaliar a situação, neste momento está tudo mantido", afirma o prefeito de Bauru.

LIMINAR

Em liminar da 1ª. Vara da Fazenda Pública na última quinta-feira (13), a Justiça determinou que a Prefeitura de Bauru recupere o montante já destinado para a Liga das Escolas de Samba e Blocos de Bauru (Liesb) e não faça o repasse restante. O pedido foi feito em ação popular impetrada pelo coordenador regional do Podemos, Abner Isidoro.

Dos R$ 488 mil reservados para a Liesb, 60% já tinham sido repassados - o equivalente a R$ 292,8 mil. Os outros 40% (R$ 195,2 mil) seriam pagos após os desfiles. O espaço também vinha recebendo melhorias e a Realeza do Carnaval já tinha sido escolhida.

Apesar disso, a liminar exigiu que o município garantisse estrutura para a realização da festa no mesmo formato de anos anteriores, ou seja, por meio de chamamento público para a contratação da entidade gestora dos recursos destinados aos blocos e escolas de samba.

Os R$ 265 mil destinados à sonorização e organização não são afetados, já que houve processo de licitação para contratar a empresa especializada. O custo total direto do Carnaval neste ano é de R$ 753 mil. A prefeitura recorreu da liminar e aguarda decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o que pode ocorrer entre esta quinta e sexta-feira.