Ao som da pequena banda,
em meio ao confete e serpentinas,
lá estávamos nós, em ciranda,
misturados, meninos e meninas.
Eram outros, os tempos vividos.
Apesar da pouca idade, 11 anos, beirava,
era permitido, até nas matinês, sem sermos repreendidos,
o lança perfume, cujo odor, pelo ambiente, exalava.
Já adulto, aí, a presença era do profissional.
Cabia, a nós, homens da comunicação,
cobrir os folguedos, nas ruas e salões, do nosso carnaval,
porém, findo o meu trabalho, e, não a folia do entrudo,
recolhia os equipamentos e deixava o salão...
Morfeu me esperava. Carnaval para mim, isso era o tudo!
Roberto Purini