Nova York - O ex-produtor de cinema Harvey Weinstein foi condenado por abuso sexual e estupro, duas das quatro acusações sob as quais era julgado em Nova York. Ele, no entanto, foi inocentado da mais grave, a de comportamento sexual predatório, o que poderia levá-lo à prisão perpétua. Por enquanto o ex-produtor, considerado por muitos o homem mais poderoso do cinema norte-americano aguarda na prisão por sua sentença.?
Weinstein foi o estopim do movimento #MeToo, em que mulheres relataram casos em que foram vítimas de abusos sexuais em Hollywood. Apesar de dezenas de atrizes, assistentes administrativas e outras mulheres denunciaram ter sido suas vítimas, apenas o caso de duas delas foi a julgamento.
Jessica Mann o acusa de estuprá-la num hotel em 2013, enquanto Miriam Haley alega que o ex-produtor praticou sexo oral nela à força em 2006. Os dois depoimentos levaram às acusações de abuso sexual, estupro e comportamento sexual predatório, pela qual ele era duplamente acusado.
Ao todo, seis mulheres testemunharam sobre episódios de assédio envolvendo o ex-produtor.
CALIFÓRNIA
Com o julgamento encerrado em Nova York, Weinstein enfrentará agora acusações na Califórnia. Enquanto o caso mal começava a andar no tribunal em Manhattan, o ex-produtor foi acusado por promotores de Los Angeles de cometer atos de violência sexual contra duas mulheres.
De acordo com a procuradora Jackie Lacey, Weinstein "usou seu poder e influência para ter contato com as vítimas e em seguida cometer os crimes".
Os crimes teriam acontecido em fevereiro de 2013.