No Carnaval é fato: muitas pessoas acabam exagerando no consumo de bebidas alcoólicas. O resultado é uma forte ressaca. Essa condição -- caracterizada por sintomas como dor de cabeça, tontura, náusea, sede, tremores e palidez -- ocorre porque o corpo fica intoxicado por uma substância produzida em nosso organismo a partir da digestão do álcool.
"Alguns minutos após sua ingestão, a bebida alcoólica é metabolizada pelo fígado e se transforma em substância tóxica, o acetaldeído, e o corpo humano tenta se livrar dele o mais rápido possível", explica Tiago Barros, assessor médico em Hematologia.
Quando produzida em excesso, esta substância causa exatamente os sintomas da ressaca. Para evitá-la, o melhor é consumir pouco álcool ou ingeri-lo espaçadamente, devagar e de estômago cheio. A pessoa deve intercalar bebida alcoólica e não alcoólica, como água, sucos e água de coco.
"Se a pessoa acordou com ressaca, também é fundamental beber bastante líquido. Água e água de coco são grandes aliadas para aliviar os sintomas da ressaca. Frituras e alimentos gordurosos devem ser evitados. O melhor é investir numa alimentação mais leve, com carnes magras, verduras, legumes frescos crus ou cozidos, alimentos integrais e frutas", indica Myrna Campagnoli, médica endocrinologista do Bronstein Medicina Diagnóstica.
Além da ressaca, o álcool interfere na concentração e no aprendizado, sendo fator de risco para alguns tipos de câncer, como no fígado, no cólon (intestino grosso) e no esôfago, e leva à lesão hepática ou pancreática aguda ou crônica.
"O álcool atrapalha a absorção de nutrientes fundamentais, podendo causar desnutrição grave. Também está relacionado a alterações no metabolismo ósseo, como osteopenia e osteoporose. É causa de disfunção erétil no homem, infertilidade em ambos os sexos e sangramentos uterinos", alerta Tiago.
Por serem extremamente calóricas, as bebidas alcoólicas podem levar ao ganho de peso e atrapalhar no controle do diabetes e do sobrepeso.