Cairo - O ex-presidente do Egito Hosni Mubarak, que governou o país por 30 anos, morreu nesta terça-feira aos 91 anos, depois de passar por tratamento intensivo em decorrência de uma cirurgia.
O ex-oficial da Força Aérea será enterrado em um funeral militar. O filho de Mubarak, Alaa afirmou em um post no Twitter com imagens de seu falecido pai que a morte ocorreu na terça-feira de manhã (25).
Mubarak foi deposto após protestos em massa em 2011. Ele foi preso dois meses depois e passou vários anos na prisão e em hospitais militares. Ele foi condenado à prisão perpétua por conspirar para assassinar 239 manifestantes durante a revolta de 18 dias, mas acabou libertado em 2017 após ter sido inocentado das acusações.
DESVIOS
No entanto, ele foi condenado em 2015 junto com dois filhos por desviar recursos públicos e usar o dinheiro para melhorar as propriedades da família. Eles foram condenados a três anos de prisão.
Em uma reação inicial, o ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, disse que o mundo árabe perdeu um estadista que assumiu importantes posições nacionais e históricas.
Mubarak não deixou o país após ser deposto, ao contrário de Zine El-Abidine Ben Ali, da Tunísia, que fugiu com sua família para a Arábia Saudita ao ser afastado do cargo em protestos que desencadearam as revoltas da "Primavera Árabe", que se espalharam para o Egito e outros lugares da região.
Em contraste, a família Mubarak permanece no Egito desde 2011, mas se mantém discreta.
Muitos egípcios que viveram durante o mandato de Mubarak no poder classificam o período como autocracia e capitalismo. Sua derrubada levou à primeira eleição livre do Egito, com a vitória do presidente islâmico Mohamed Mursi.
Mursi durou apenas um ano no cargo, depois que protestos em massa em 2013 levaram à sua derrubada pelo então chefe da Defesa, general Abdel Fattah al-Sisi, que agora é presidente.