09 de julho de 2026
Política

'É cedo para apontar crime do presidente'

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - A notícia de que o presidente Jair Bolsonaro compartilhou em um grupo de aliados um vídeo que convoca a população a ir às ruas no dia 15 de março para defendê-lo gerou uma série de manifestações de repúdio, inclusive de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Além de apoiar o presidente, os organizadores da manifestação carregam bandeiras contra o Legislativo e o Judiciário e a favor das Forças Armadas.

Gianpaolo Poggio Smanio, procurador-geral de Justiça de São Paulo, considera a atitude de Bolsonaro prejudicial ao país, mas diz que não vê claramente um crime de responsabilidade. "Evidente que qualquer um que atente contra uma instituição da democracia é passível da criminalização, mas isso precisa ficar caracterizado. Eu acho que ainda é cedo para fazer esse tipo de afirmação."

Smanio chefia o Ministério Público do Estado de São Paulo há quase quatro anos. É ele que tem poder para investigar deputados estaduais, secretários de estado e até o próprio governador, João Doria (PSDB).

A respeito do procurador-geral da República, Augusto Aras, que mantém silêncio sobre o caso de Bolsonaro até agora, Smanio considera que o colega adota uma postura cautelosa. "Ele deve estar se resguardando para uma eventual manifestação formal", diz o promotor de Justiça.

MAIA

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou a usar as redes sociais para falar sobre o assunto. Em missão oficial na Espanha, Maia se disse confiante no Parlamento e na aprovação das reformas "que o País precisa". Foi a segunda vez que Maia usa as redes sociais desde que o presidente divulgou vídeos convocando a população para protestos contra o Congresso Nacional.