09 de julho de 2026
Política

Troca partidária abre corrida eleitoral

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

Março começa neste domingo (1) dando largada à corrida eleitoral. A 'janela' partidária, período entre 5 deste mês e 3 de abril, vai marcar o começo da pré-campanha, para valer. A partir desta semana, os vereadores atuais podem mudar de legenda sem sofrer punição por infidelidade partidária. Mais do que isso, o dia 4 de abril é o último para que todos aqueles que pretendem concorrer a algum cargo neste ano estejam filiados a algum partido.

Desde a última eleição municipal, o tempo de campanha oficial é bem mais curto. Saiu de 90 dias e passou para menos de 50 dias. Em 2020, a campanha começa apenas em 16 de agosto e vai até o dia 3 de outubro, véspera do primeiro turno das eleições, marcadas para 4 de outubro. Em municípios com mais de 200 mil eleitores, se nenhum candidato a prefeito tiver 50% mais um dos votos válidos, a disputa segue para o segundo turno, em 25 de outubro.

VALE 'QUASE TUDO'

A legislação eleitoral permite ao pré-candidato nesta fase de pré-campanha praticamente tudo o que é liberado na campanha oficial. As únicas diferenças são que, por enquanto, ninguém pode pedir voto declaradamente e nem apresentar número de urna - no caso dos candidatos a prefeito, pois os que concorrerão a vereador só saberão seus números nas convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto, prazo em que as legendas devem confirmar os candidatos e formalizar coligações.

O restante é liberado, por exemplo, apresentar-se como potencial candidato, falar sobre propostas e estar presente na mídia tradicional e nas mídias sociais, desde que não haja pedido explícito de voto ou alusão a número. O jornalista e especialista em marketing político e comunicação eleitoral, Kleber Santos, lembra que a fase atual é muito importante.

"As campanhas ficaram curtas e se falava antes que seria para economizar recursos, mas o que aconteceu é que se criou uma campanha permanente, pois a pré-campanha não tem data específica para começar. Têm alguns pré-candidatos trabalhando desde um ano antes das eleições, outros desde o começo deste ano. Mas da forma como as eleições estão formatadas agora, é impossível o candidato esperar a campanha oficial para mostrar ao público o que pensa. Ele precisa estar presente bem antes, ocupando todos os espaços possíveis, na mídia, na Internet, nas ruas. O período de campanha oficial vai ser apenas para a confirmação do nome, mas já tem que construir antes", comenta. "E a interação é algo que deve ser bem mensurado. Curtida não é voto", destaca.

CONHECIMENTO

O cientista político Bruno Pasquarelli afirma que os candidatos que já conhecem a máquina pública saem na frente. "Aqueles que sabem a fundo como funciona a prefeitura, certamente sairão na frente nas discussões. No caso dos vereadores, também, os que sabem mais sobre os problemas, têm mais facilidade em se comunicar com o eleitor", comenta. "A eleição municipal é bem mais próxima, então, a pessoa entra na eleição esperando soluções para problemas diários, como educação, saúde, saneamento, coleta de lixo", frisa.